Elucidações do Escritor Marcelo Csettkey


Jânio quadros renuncia em 25 de agosto de 1961. Todos perceberam a intenção e ele ficou sozinho. O povo aceitou sua renúncia. Assume Jango, um vice com fortes ligações com o comunismo e que, inclusive, chegou a reatar ligações diplomáticas com a URSS e se posicionou contrário às sanções impostas à Cuba em clara afronta aos EUA. A época era muito tensa, o mundo pós guerra estava dividido em dois blocos. O bloco ocidental estruturado no capitalismo e livre mercado era liderado pelos EUA. O bloco oriental era liderado por duas potências regidas pelo comunismo, a URSS e a China. O Partido Comunista de ambas as nações era extremamente repressor, punindo qualquer um que o contestasse. A punição ao contestador dos regimes de Stálin e Mao, ia da prisão, tortura e, em muitos casos, à morte – vide o “Arquipélago Gulag” de Soljenítsin e “Terras de Sangue” de Timothy Snyder. Na década de 60, o Politburo da URSS tinha um secretário-geral, Nikita Kruchev. Após a Revolução Cubana, com a instalação da ditadura de Fidel Castro, Kruchev resolveu instalar em 1962, em Cuba, mísseis de médio alcance para desafiar Kennedy. O impasse foi resolvido diplomaticamente por Iniciativa de Kennedy. Contudo, o mundo viveu a iminência da Terceira Guerra Mundial. Kennedy desconfiava de Jango: quando pediu a participação brasileira na retirada dos mísseis soviéticos de Cuba, Jango negou. Kennedy entendeu como uma deserção o gesto do presidente brasileiro, a desconfiança se amplifica, contudo Kennedy é assassinado em 22 de novembro de 1963. Imediatamente assume seu vice Lindon Johnson. Absolutamente alinhado aos interesses do Complexo Industrial-Militar, Johnson recebe os informes da CIA, e toma ciência de que Jango mantinha contatos perigosos com a URSS, Cuba e China. Havia o interesse estratégico de implantar o comunismo no maior país da América Latina, a América do Norte estava ciente desse plano e não permitiria que ele acontecesse. Seria uma derrota gigantesca uma nova “Cuba” no coração da AL. Vide:”A Revolução Impossível” de Luís Mir. Em Cuba, desde 1959, Fidel determina o fuzilamento de opositores. Milhares são mortos sem o devido processo legal. Che Guevara declara:”Eu não preciso de provas para executar um homem” e reafirma: “Evidências jurídicas são um arcaico detalhe burguês”. Em 1964, na ONU, reitera: “Fuzilamentos!? É claro que fuzilamos! E continuaremos a fuzilar enquanto for necessário”. Acabou fuzilado na Bolívia achando que “valia mais vivo que morto”. Johnson antecipa a blindagem do Brasil e orienta Vernon Walters (adido militar americano no Brasil) e Lincoln Gordon (embaixador americano no Brasil) a preparar o general Castelo Branco. Com a Marcha da Família com Deus pela Liberdade em São Paulo em 19/03/1964 em que participaram mais de 1 milhão de pessoas, com o apoio do Congresso Nacional e da grande mídia, os militares tomam o poder. Inicia-se efetivamente oposição armada ao regime militar. Os comunistas frustrados com a surpreendente mudança de rumo, fortalecem os grupos que já estavam criados, como o Partido Operário Revolucionário Trotskista, a Ação Popular, a ALN de Marighella, a Política Operária (POLOP) dentre outros financiados pela URSS e Cuba, para guerrear e praticar terrorismo no Brasil. Muitos podem achar que eram idealistas, quase românticos a desejar a democracia, no entanto lutavam com armas para estabelecer o comunismo no Brasil. Luiz Carlos Prestes do PCB, apoiador explícito de Jango, mantinha frequentes encontros no Kremlin com Kruchev que o financiava e orientava com instruções para o preparo político das massas operárias e camponesas para a luta armada no Brasil. Carlos Mariguella, o Capitão Lamarca, Julião e tantos outros explodiam locais públicos, assassinavam, sequestravam e assaltavam. Enfim, estavam em guerra contra o regime militar, que por sua vez também combatia. Houve exageros de ambas as partes, todavia a História conta apenas um lado da questão. Marighella era o responsável pela guerrilha urbana, Lamarca e Gambois desejavam criar uma espécie de FARC. Brizola, cunhado de Jango, em sua Frente pela libertação Nacional pegou dinheiro com Fidel e comprou terras no Uruguai. Fidel passou a chamá-lo de “El Ratón”.

Aliás, coma saída dos militares do poder, os “heróis combatentes” receberam polpudas indenizações, no entanto, do outro lado, apenas a pecha de reacionários e fascistas. Excetuando os exageros cometidos, entendo que o combate à implantação do comunismo no Brasil foi correta. O comunismo é um sistema falido que beneficia poucos (Politburo) em detrimento de muitos. Esses poucos expropriam bens alheios, se apropriam das empresas, tornando-as estatais, asfixiam a mídia, aparelham o judiciário e as Forças Armadas e arrasam o livre mercado. Aos poucos o país vai definhando e finalmente entra em falência múltipla (URSS) ou torna-se um feudo do século XXI (Cuba). A Venezuela dos amiguinhos de Lula é o exemplo factual do supracitado.

Bolsonaro é nossa chance de impedir o alastramento dessa desgraça no Brasil. O povo não aguenta mais o lulopetismo bolivariano, fora Foro de São Paulo, fora PT!

Arte e texto: Marcelo Csettkey.

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