O que mais preciso ouvir nesse momento, senão as palavras de um sábio que me oriente sobre as questões emocionais que me afligem e que afligem a humanidade.
Sempre que olhamos para os animais irracionais com suas atitudes abruptas, medrosas e ferozes, tentamos colocar um pouco de razoabilidade sobre suas ações, tentando, às vezes, controlar o ímpeto natural deles. Por vezes, ignoramos o estágio em que vivem, por isso somos tentados a transformá-los em seres humanos ou quase humanos.
Fico pensando se os sábios também nos observam da mesma maneira que observamos os animais, tentando elevar nossas atitudes infantilizadas e recheadas de instintos a um patamar considerável, ou será que eles nos respeitam e entendem os nossos limites, sem impor melhoras inesperadas em nossas emoções?
Por vezes encontramos pessoas surtadas que ignoram o limite da convivência, agindo como um leão na selva, no entanto exigimos que os animais sejam moldados de acordo com as nossas perspectivas de vida.
No estágio atual, o homem já deveria possuir um emocional mais equilibrado, mas, contrariamente, ele insiste em valorizar o ego, criando inúmeros obstáculos e chegando até o nível irracional do ser.
Quem disse que é fácil entender o nosso emocional desvairado, incongruente e contraditório?
Não! Nunca foi fácil entender o que se passa em nossa mente egóica. Hoje temos diferentes tipos de instrumentos utilizados em nossa capacitação e aprimoramento interior, tão necessário para apaziguar os nossos relacionamentos em casa, no trabalho ou em qualquer lugar onde estejamos.
Alguns dos fundamentos importantes com os quais os sábios sempre abrem suas explicações e palestras são: conhecer-se melhor, não julgar e não se precipitar.
Dentro de uma vida desequilibrada, o sofrimento cumpre o seu papel até que o neófito se canse e busque caminhos mais razoáveis, que não promovam tantos desgastes emocionais.
A princípio, busco um sábio que me oriente mais sobre as questões emocionais.
Hairon H. de Freitas

