Encontramo-nos no lugar certo, no momento certo, vivendo neste planeta “magnífico”.


Atualmente vivemos na idade da pedra, em relação aos sentimentos. Poucos estão aptos a reconhecer a imprescindibilidade do outro.
Quase sempre apercebemos somente as nossas necessidades, as nossas dores e os nossos medos, os quais sempre nos levam à conclusão da raiva, da mágoa ou da ira.
É assim, uma programação automática e a resposta se pronuncia mais rápida do que o cérebro, pois foi cultivada pelos hábitos perniciosos que não passam pelo crivo da razão, mas seguem o atalho instintivo que desencadeia o horror que obstantemente divisamos.
Eu me pergunto, às vezes: será que o ser humano teria a condição de se colocar no lugar do outro usando somente a imaginação?
Se uma criança acordasse e ouvisse seus pais brigando na madrugada e a mesma conseguisse sentir em seu organismo os efeitos desastrosos emitidos: da raiva, do medo e da mágoa e esta criança não discernisse os seus próprios sentimentos dos que estava recebendo e se esta mesma criança dentro de sua sensibilidade, além de sentir os efeitos, adoecesse por não saber afastar estas más vibrações de sua psicosfera?
Nada é por acaso, mas tudo tem a ver com o que precisamos passar para aprender.
Se somos deseducados e desconhecemos a importância de primeiramente trabalharmos nosso autoaprimoramento, sem dúvida nenhuma temos muito ainda que aprender. Se nos achamos um pouco sabidos, aí sim, precisamos atentar para o nosso grau doentio, que é ainda maior.
Vivemos momento angustiante em que sobressai uma guerra gigantesca de emoções, que, às escondidas, provocam dano imenso em nossa sociedade hipócrita cujos membros são “experts” em fingir serem o que não são.
É muito triste a situação da maioria de nós que vivemos neste planeta no momento atual, quando ainda nos encontramos iludidos e hipnotizados pelo que a matéria nos apresenta, pelo que a sociedade instituiu e pelo que a egrégora do planeta vem depositando em nossos destinos.
Tudo o que vivemos são influências de nós mesmos, são respostas das quais não temos como fugir, são construções provocadas por nossos pensamentos e por nossos sentimentos, já que os mesmos funcionam como tijolos e argamassas que se fundem à construção diária e que nunca deixam de produzir os seus efeitos reais.
É este o momento de procurarmos produzir melhores pensamentos e melhores sentimentos, para obtermos um futuro melhor, de trazermos para os dias atuais o sentimento de que podemos viver em mundo mais evoluído, onde todos aspectos da vida sejam respeitados e valorizados, onde a individualidade procure se autoavaliar diariamente sobre como seus pensamentos e atos estão influenciando no próximo, e ainda, como poderá fazer melhor!
Hairon H. de Freitas

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Confie Sempre

Não percas a tua fé entre as sombras do mundo. Ainda que os teus pés estejam sangrando, segue para a frente, erguendo-a por luz celeste, acima de ti mesmo. Crê e trabalha. Esforça-te no bem e espera com paciência. Tudo passa e tudo se renova na terra, mas o que vem do céu permanecerá. De todos os infelizes os mais desditosos são os que perderam a confiança em Deus e em si mesmo, porque o maior infortúnio é sofrer a privação da fé e prosseguir vivendo. Eleva, pois, o teu olhar e caminha. Luta e serve. Aprende e adianta-te. Brilha a alvorada além da noite. Hoje, é possível que a tempestade te amarfanhe o coração e te atormente o ideal, aguilhoando-te com a aflição ou ameaçando-te com a morte. Não te esqueças, porém, de que amanhã será outro dia.

Chico Xavier

A pena!


Hoje um passarinho trombou na janela do nosso apto.
Foi um barulho forte, estrondoso. Eu estava falando com um amigo no telefone celular e ouvi um duplo impacto, parecendo serem dois passarinhos que voavam meio desligados de suas manobras em pleno voo. Poderiam estar buscando comida, namorando ou fugindo de algum inimigo alado.
Fui até a janela e abri uma das partes onde encontrei a pena que repousava sobre o peitoril, fiquei analisando os detalhes de uma enorme parte do passarinho. Pensei: “não importa a espécie e o grau de valorização dos ornitólogos ou criadores, o que importa é o reconhecimento da complexidade da formação desta pena, o valor que a mesma dá ao pássaro, facilitando o seu voo perfeito. O que importa mais ainda é que, ao abrir a janela, olhei para baixo e não encontrei traços de nenhum pássaro sobre o telhado da área privativa do prédio.
Fiquei imaginando que ele, ou eles podem ter se ferido e passam por dores, pelos abruptos impactos que poderiam, ou podem, não sei ao certo, levá-los a morte.
Por mais um momento fiquei a olhar a pena, senti-la em sua maciez, leveza e em sua forma, Concluí mais uma vez de que Deus existe e não há como ignorar o desenvolvimento de milhões e milhões de anos de uma espécie.
Deus é o Senhor da vida e nos concede o direito de viver a cada instante, a cada dia de nossa vida como motorista e observador de nosso próprio destino.
Valorizar a vida é estar com Deus e toda a sua criação, jamais podemos ignorar os animais e imaginarmos de bem com Deus.
Hairon H. de Freitas.