Sentir raiva!


Para um guru, a raiva é falta de treinamento anterior; para a ciência, a raiva envenena o nosso corpo e, para o esoterista, a raiva mancha o nosso astral e desequilibra os nossos chacras.
Sentir raiva não é e nunca foi bom para quem sente, nem para quem a provocou, já que energias ruins estão percorrendo o espaço de um corpo para o outro.
É muito importante mantermos o nosso centro de equilíbrio através do nosso propósito de dominarmos a nossa razão.
A raiva é a inconsciência;
A raiva é a ignorância agindo;
A raiva é o desequilíbrio.
A raiva foi muito importante no passado, especificamente na era puramente irracional e animal onde o homem primata corria pelos campos, tanto para se alimentar, quanto para fugir de outros animais.
Hoje precisamos acima de tudo, desenvolver e viver o equilíbrio em nós e não esperarmos que o tempo esteja perfeito lá fora, não fazendo frio ou muito calor, que as pessoas sejam sempre boas para conosco, que estejamos numa situação financeira perfeita e que nós mesmos e todos os próximos estejamos em uma condição saudável.
A nossa raiva não é uma entidade à parte, mas uma entidade pode ser atraída pela nossa sintonia, portanto é importante sabermos que tudo nasce primeiramente em nós mesmos. Todos nós somos o centro gerador de intenções que poderão ser benéficas ou causar malefícios em nosso campo energético.
A raiva só encontra espaço em nossa mente, em nosso padrão mental, pelo fato de não nos encontrarmos atentos ao que pensamos e sentimos, assim cedemos espaço para que a raiva assuma esta área que se encontra de certa forma vaga, sem intenções de reforma intima e sem foco para o equilíbrio.
Para iniciarmos o nosso tratamento, é de grande importância que exercitemos a todo instante a tolerância e estejamos atentos às situações que poderão nos atingir e despertar a raiva dentro de nós. É importante também procurarmos entender e até mesmo compreender melhor as grandes limitações que possuímos, pois nós mesmos despertamos a raiva em pessoas próximas e desavisadas, mesmo que não queiramos, simplesmente por um padrão energético diferente.
A raiva, enfim, é uma força grandiosa que precisa ser canalizada para a realização no bem e não para a destruição, pois o poder da destruição proporcionado pela raiva pode nos transformar em seres animalescos, aqueles produzidos pelo cinema hollywoodiano, seres que não pensam e que só agem pelo instinto predatório e impulsivo.
Ao longo do tempo identificamos os sentimentos que despertam a raiva, como a ansiedade de querer fazer algo mais rápido e a indignação de funcionário por um patrão que prometeu pagar por produtividade, mas que nunca recebeu o montante adequado; como, quando descalços, topamos com o dedo mindinho numa pedra ou deixamos cair a manteiga no chão limpo, enfim são infinitas situações e possibilidades que, com o passar do tempo, aprenderemos a contornar mantendo o foco no equilíbrio.
Contudo, a nossa mudança não é e nunca foi da noite para o dia. Sabemos que são muitas implicações, muitas observações e aplicações práticas que deverão ser analisadas e inseridas em nossos hábitos diários, e também cabe a nós a perseverança, pois estamos construindo um novo homem e uma nova mulher para o infinito!

Hairon H. de Freitas

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Uma palavra ao coração!


Ninguém na terra sofre por querer, simplesmente estamos buscando a todo momento uma forma de entendermos a vida como ela se mostra.
O nosso querer nem sempre é percebido e as vezes nem sempre é correspondido, pois as nossas limitações e as nossas expectativas são enormes.
Aqui na terra vemos muitos tipos de sofrimentos diferentes, mas nunca ou quase nunca entendemos o porque de tanta dor sendo disseminada no planeta.
Mas, quando buscamos os nossos sentimentos mais profundos, aqueles que ficam esperando algum momento oportuno para se apresentarem, nos assustamos com a substancial presença desta força que movida como um vulcão vem causar mais dores ao mundo.
O ódio faz-se impregnado em todos que causam dores e o ressentimento e a mágoa transbordam sobre os que sofrem. É um misto indefinido de emoções que não podemos entender quando é um e quando é outro, pois, apesar de nomes diferentes, todos partem da mesma força.
Deus nosso Pai não gosta quando ferimos o outro, pois ele o ama profundamente, mas como ele ama o agressor também, então ele o corrige, pois todo pai e toda mãe precisam corrigir seus filhos para evitar mais dores no mundo.
A forma mais lúcida de vivermos bem é através do ensinamento do Mestre Jesus, quando nos disse muito sobre o amor, ensinando e exemplificando sempre.
Enquanto não acordarmos para o tratamento de nosso ódio, de nossa raiva, de nossa indignação, de nossa mágoa ou de nosso ressentimento, estaremos sintonizados com esta força danosa, a qual continuaremos realimentando-a e padecendo dos profundos sofrimentos.
Outra boa orientação deixada pelos grandes mestres é a prática da oração, da meditação e da autoanálise. Sabemos que dentro da nossa grande limitação, Deus nos convida a todo instante a cedermos de nosso orgulho, para que os nossos sentimentos de deixar passar e deixar ir estejam em nosso coração. Busquemos então o princípio de nossa cura com o maior psicólogo que existe, Jesus!
Hairon H. de Freitas

Estamos vivendo no olho do furacão!

Morning Calm Weekly Newspaper Installation Management Command, U.S. Army / Flickr
O momento é extremamente sensível, agitado, conturbado tanto no sentido físico quanto espiritual.
Tenho notado que muitas pessoas estão reagindo às intempéries da vida de forma passional elevada ao quadrado. É assim que estamos vivendo neste planeta, que vem passando por um momento onde se fazem necessárias correções em nosso proceder no sentido minucioso de que devemos praticar cada vez mais a tolerância.
Uma guerra não nasce do acaso ou é criada de forma instantânea. Para evidenciar uma guerra, notamos a destruição: dos lares, de vidas de entes queridos, de boas intenções, de fidelidade entre amigos e do bem estar, pois a maioria das pessoas começou a passar fome, medo, raiva e muita indignação.
Podemos considerar que estamos numa guerra espiritual sem tamanho. Após milênios continuamos agindo de forma grotesca, mesmo com tantas indicações de caminhos razoáveis, de medidas estáveis que nos foram trazidas através dos anjos, santos, bons espíritos, filósofos e missionários.
Pouquíssimas são as pessoas que se interessam em manter uma postura de autoavaliação e de autoanálise, uma postura descente para um mundo melhor, onde as pessoas se respeitem e vivam de forma simples sem ingressarem diariamente em contendas que só servem para afirmação do ego.
Quase nunca acertamos perfeitamente em todas as minúcias de nossas ações, mas sempre erramos feio quando instituímos a raiva e o medo como diagnóstico principal. Como dizia Albert Einstein: “Nós não podemos resolver um problema com o mesmo estado mental que o criou”.
No instante atual, nós precisamos nos dar uma oportunidade para agirmos de forma diferente daquela que viemos praticando ao longo de nossa vida. Esta oportunidade é conhecida como “renovação”, pois seremos pessoas melhores e não nos consideraremos pessoas que convivem com as famosas frases de impacto, provocadas pelo ego, como as seguintes: “Eu não levo desaforo pra casa” ou a outra frase “Você sabe com quem está falando?”
Somos bem assim, crianças mimadas e cheias de vontades impensadas e provocadoras de distúrbios. Mas eu acredito que estamos saindo desta fase infantil, quando provocamos em nós mesmos as perguntas e pontuações sobre as nossas atitudes e experimentações diárias. Para isso é de grande importância que busquemos os sábios através dos tempos e adotemos uma postura de respeito e de quase amor para com todos os que nos rodeiam. Saibamos que se hoje fomos ou somos agredidos é porque ainda nos encontramos na mesma faixa do agressor. Para que não nos sintamos acionados por medidas provocativas, elevemos o caráter de nosso parecer diante de todo o quadro que está sendo desenhado e em constante transformação.

Hairon H. de Freitas.

Vale Quanto Pesa!


Loucura, loucura, loucura é o que está acontecendo com as pessoas que não medem esforços para colocar o dinheiro acima de tudo.
Vivem na total inconsciência e não respeitam nada que não fale no poder financeiro.
Só acreditam no ganho através da facilidade, esquecendo todos os métodos seguros para trabalhar, ganhar e proteger!
O que assistimos em Mariana-MG foi muito triste, agora volta a acontecer tudo novamente em Brumadinho-MG.
Estamos vivendo no século XXI, mas as atitudes impróprias e irresponsáveis são comparadas às da Idade da Pedra. O ser humano, sabendo precisamente o que fazer e como fazer, não o faz.
Todos os responsáveis por esta companhia sabiam de tudo o que poderia acontecer e nada fizeram para evitar. Já que sabiam que havia opção de zerar as barragens em risco, porque não o fizeram? Será porque os seres que viviam na região não eram seus parentes ou será que queriam jogar “roleta russa”, ou, quem sabe, o “balança, mas não cai”?
Com tudo isso, assistimos à morte do Rio Doce e agora do Rio Paraopeba, que é um dos principais afluentes do Rio São Francisco. Infelizmente, a morte não é só dos rios, mas há anos está chegando ao oceano, onde a profusão de vidas é muito maior e segue desde então comprometida. O mal proporcionado por esta companhia é de proporções inimagináveis, não sabemos quanto de nosso planeta foi atingido por este câncer destruidor, não sabemos por quanto tempo a terra continuará morrendo, não sabemos quantas pessoas foram atingidas e quantas continuarão sendo atingidas.
Sabemos que qualquer esforço que essa empresa venha a fazer não terá significado algum na reparação de nossa fauna, flora e de tantas pessoas que deixaram famílias. Mesmo dentro da obrigatoriedade das indenizações, qualquer feito é mínimo tendo em vistas as consequências de proporções quase nanométricas em relação aos danos ocasionados por esse desastre.
Espero que, de agora em diante, não seja permitido levar adiante projetos absurdos como estes em que, simplesmente , não se importam em descartar pessoas!
Hairon H. de Freitas.

Créditos: Imagens Jornal da Band

Brasil, um país de privilégios!

Existia uma sociedade indígena, onde as pessoas com uma certa idade se afastavam para morrerem só.
Existe na sociedade atual pessoas que impõe suas ideologias no campo governamental, esquecendo de voltar os seus pensamentos para o todo.
Acreditam que, com base: nas suas oportunidades, na sua facilidade de aprendizado e no seu meio financeiro, toda regra que envolva a população do país poderá ser baseada pela mesma ótica. Nasceram em um berço privilegiado (diante da maioria) e querem impor uma reforma da previdência de forma absoluta.
Imaginemos uma pessoa que nasceu e vive com dificuldade financeira por toda vida, não pode estudar, não conseguiu um trabalho continuo com assinatura em carteira e nem pôde se aposentar com o mínimo dos mínimos.
Aqueles poucos que tiveram esta oportunidade de estudar, um trabalho continuo e insistem em um embasamento totalmente limitado, não podem falar em nome de toda população sem antes entenderem muito bem o que a maioria reclama.
Não podemos fazer como aquela tribo que descartava os idosos, como está acontecendo no Chile com diretriz que não deu certo para a previdência.
Precisamos acordar para o estudo criterioso da reforma da previdência, sem deixar que a rigidez impiedosa assuma o controle da caneta e está venha a assinar um projeto totalmente inadequado para a população brasileira!
Hairon H. de Freitas

Encontramo-nos no lugar certo, no momento certo, vivendo neste planeta “magnífico”.


Atualmente vivemos na idade da pedra, em relação aos sentimentos. Poucos estão aptos a reconhecer a imprescindibilidade do outro.
Quase sempre apercebemos somente as nossas necessidades, as nossas dores e os nossos medos, os quais sempre nos levam à conclusão da raiva, da mágoa ou da ira.
É assim, uma programação automática e a resposta se pronuncia mais rápida do que o cérebro, pois foi cultivada pelos hábitos perniciosos que não passam pelo crivo da razão, mas seguem o atalho instintivo que desencadeia o horror que obstantemente divisamos.
Eu me pergunto, às vezes: será que o ser humano teria a condição de se colocar no lugar do outro usando somente a imaginação?
Se uma criança acordasse e ouvisse seus pais brigando na madrugada e a mesma conseguisse sentir em seu organismo os efeitos desastrosos emitidos: da raiva, do medo e da mágoa e esta criança não discernisse os seus próprios sentimentos dos que estava recebendo e se esta mesma criança dentro de sua sensibilidade, além de sentir os efeitos, adoecesse por não saber afastar estas más vibrações de sua psicosfera?
Nada é por acaso, mas tudo tem a ver com o que precisamos passar para aprender.
Se somos deseducados e desconhecemos a importância de primeiramente trabalharmos nosso autoaprimoramento, sem dúvida nenhuma temos muito ainda que aprender. Se nos achamos um pouco sabidos, aí sim, precisamos atentar para o nosso grau doentio, que é ainda maior.
Vivemos momento angustiante em que sobressai uma guerra gigantesca de emoções, que, às escondidas, provocam dano imenso em nossa sociedade hipócrita cujos membros são “experts” em fingir serem o que não são.
É muito triste a situação da maioria de nós que vivemos neste planeta no momento atual, quando ainda nos encontramos iludidos e hipnotizados pelo que a matéria nos apresenta, pelo que a sociedade instituiu e pelo que a egrégora do planeta vem depositando em nossos destinos.
Tudo o que vivemos são influências de nós mesmos, são respostas das quais não temos como fugir, são construções provocadas por nossos pensamentos e por nossos sentimentos, já que os mesmos funcionam como tijolos e argamassas que se fundem à construção diária e que nunca deixam de produzir os seus efeitos reais.
É este o momento de procurarmos produzir melhores pensamentos e melhores sentimentos, para obtermos um futuro melhor, de trazermos para os dias atuais o sentimento de que podemos viver em mundo mais evoluído, onde todos aspectos da vida sejam respeitados e valorizados, onde a individualidade procure se autoavaliar diariamente sobre como seus pensamentos e atos estão influenciando no próximo, e ainda, como poderá fazer melhor!
Hairon H. de Freitas

Confie Sempre

Não percas a tua fé entre as sombras do mundo. Ainda que os teus pés estejam sangrando, segue para a frente, erguendo-a por luz celeste, acima de ti mesmo. Crê e trabalha. Esforça-te no bem e espera com paciência. Tudo passa e tudo se renova na terra, mas o que vem do céu permanecerá. De todos os infelizes os mais desditosos são os que perderam a confiança em Deus e em si mesmo, porque o maior infortúnio é sofrer a privação da fé e prosseguir vivendo. Eleva, pois, o teu olhar e caminha. Luta e serve. Aprende e adianta-te. Brilha a alvorada além da noite. Hoje, é possível que a tempestade te amarfanhe o coração e te atormente o ideal, aguilhoando-te com a aflição ou ameaçando-te com a morte. Não te esqueças, porém, de que amanhã será outro dia.

Chico Xavier