Ponto de vista

Na vida escolhemos caminhos,
Mesmo na omissão escolhemos a direção.
Na falta da escolha criamos novo caminho.
Ao escolhermos abraçamos o existente.

Tudo depende da mente,
Tudo faz parte da experiencia.
O que não vivemos,
Fatalmente não conhecemos.

Tudo é parte de Deus,
Por isso somos importantes.
Não por causa dos bens,
Mas por sermos almas errantes.

O caminho, as vezes assusta,
Mas em tudo precisamos focar.
Sem atendermos medo constante,
De queda, desprezo e pesar.

Sintamos o aroma no vento,
Que na pressa deixa pousar,
Mesmo num breve momento,
Um cozido deixa no ar.

Sintamos a firmeza da terra,
Quanta força consegue nos dar.
Mesmo com a sua dureza,
A estabilidade consegue formar.

Vejamos a grandeza do mar,
Que as mãos não podem guardar.
Mas na sua majestade,
Cria vidas em todo lugar.

Agradeço os elementos de Deus,
E do fogo, o que posso falar?
Ele é a força primeira,
Que uniu a água, a terra e o ar.

Hairon H. de Freitas
9/9/2020

Sarau em Araruama RJ

Sarau realizado pela escritora Tatiana Machado, na Pizzaria Laguna, numa noite linda (22/6/19), com a lua sobre a lagoa de Araruama.
Deixo aqui os meus agradecimentos a Tatiana, sendo que em outra oportunidade participaremos com muita alegria de outro sarau, neste local que inspira os românticos.
Veja no link abaixo parte do sarau que filmei. O vídeo é bem amador, como sou amador na arte da escrita poética.
Na segunda parte da exposição aparece a escritora Luciana Rugani e ao lado aparece a anfitriã Tatiana Machado.
Hairon H. de Freitas

Chuva de Outono!


Luzes ao céu gritam por atenção;
Relâmpagos atravessam os ares;
Estrondos e sons contínuos;
Quase sem fim.
Gotas caem espaçadas;
Num tremular de batuques;
Envolvem minh’alma;
Agradecida pelo dia.
Tarde solene e encantada;
O sol meio tímido;
O outono é o período;
Gratidão e amor!

Hairon Herbert de Freitas
19/05/2019

Novos tempos, novas medidas urgentes!


Houve um tempo em que eu achava normal inflar-me, irar-me e tornar-me rubro quando alguém me distratava, chamava minha atenção, ou me desprezava. Hoje vejo que sempre estive doente com a moléstia do orgulho. É uma doença grave, de difícil cura, pois contém uma chaga aberta. Na menor das pressões, provoca uma dor estranha, quase infinita.
Como estamos vivendo dentro dos parâmetros que adotamos como “normais” e não conhecemos, ou desacreditamos, das palavras do Mestre Jesus, continuamos enfermos e não nos colocamos disponíveis para uma mudança significativa em nossas vidas, não enxergamos ou não adotamos uma postura amorosa e exemplar, como a de nosso amado Chico Xavier, alma pura e que muito bem representou Jesus na Terra. Imaginemos Chico, quando se encontrou com a alma doente daquela mulher que lhe cuspiu no rosto. Coloquemo-nos em seu lugar: o que faríamos, senão desobedecer aos ensinamentos de Jesus? O que sairia de nosso coração, senão farpas e impropérios, ou até mesmo agressões físicas? Mas, com Chico, tudo foi diferente, pois ele estava curado dessa doença que atingiu toda sociedade terrestre. Doença estranha, que acomete todo o planeta e desabrocha em nós tendências perniciosas e próprias de um plano vibracional doentio que acabamos atraindo.
Hoje somos provocados em nossa mudança interior. Jesus estendeu o convite ao planeta, para a realização de uma mudança significativa, imperiosa para o novo momento da humanidade. Neste momento, precisamos atingir uma vibração mais elevada em nosso espírito. A Terra está deixando paulatinamente o tempo de expiações, mas, para que isso aconteça, o nosso planeta precisará produzir uma vibração mais elevada e constante. Só assim o homem não mais guerreará com outrem, a margem de tolerância se alargará e o estopim será extinto.
Em nosso trabalho de mudança, não nos encontramos sós. Tivemos, ao longo dos milênios, vários professores que trouxeram mensagens de amor e de tolerância, como: Buda, Sócrates, Maomé, Lao Tsé, Confúcio, São Francisco de Assis, Madre Teresa de Calcutá, Chico Xavier, Irmã Dulce e tantos outros que espalharam parte da semente que Jesus nos trouxe, há mais de 2.000 anos.
Estamos crescendo, espiritualmente falando. Já não somos mais crianças desenfreadas em seus desejos e descontroladas em suas emoções, não podemos ser. A hora é de acordarmos para as lições que vêm sendo apresentadas ao mundo em todos estes milênios.
A força que precisamos para a mudança não está somente em nós, mas em todos os mestres que, juntos, seguem vibrando para que nos tornemos adultos e não entremos em brigas e contendas descabidas. O orgulho, que está intrinsicamente amarrado ao medo e ao egoísmo, precisa ser estudado e entendido. Os grandes mestres nos deixaram vacinas valorosas contra ele, assim sendo, precisamos visitar o nosso centro de saúde interior e nos vacinarmos todos os dias com: bons livros, meditações, orações e cultivo de bons pensamentos.
Não temos mais tempo para sermos prolixos, não mais nos cabe. Não precisamos de provas da existência deste ou daquele mestre, nem temos mais tempo de discutirmos o sexo dos anjos. O momento exige determinação, coerência e boa vontade para mudarmos definitivamente a atmosfera de nossa nave planetária, adotando uma nova assinatura, mais amorosa e iluminada chamada Amor.
Que o Mestre Jesus nos ampare com a sua misericórdia, neste momento em que o vírus atingiu drasticamente todo planeta. Mas precisamos fazer a nossa parte, urgentemente, pois Jesus já fez a dele.
Sejamos colaboradores de Jesus, fraternalmente ajudando a todos, sem distinção. São inúmeros os necessitados, nós podemos pelo menos orar por cada um, em seu quadro atual de sofrimento.

Hairon H. de Freitas

Nos dias atuais!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nos dias atuais, mais do que nunca, precisamos colocar em xeque qualquer tipo de informação ou notícia que nos chegue. Nas redes sociais é onde encontramos uma facilidade enorme para replicar conteúdos mentirosos criados com intuito de manipular ou gerar discórdia. É importante que pensemos muito antes de qualquer postagem que incite à violência, quando muitos, mesmo sabendo que uma notícia é mentirosa, assim mesmo postam, abolindo qualquer sentido ético.
O momento que estamos vivendo é extremamente sensível. A maioria dos habitantes do planeta está preocupada e sofrendo, de alguma forma, em decorrência do vírus, seja pelo isolamento social ou pela fome. No entanto, existem outros diversos sofrimentos, como o da ansiedade, que pode levar muitas pessoas a atitudes extremas.
Mais do que em outros dias, faz-se necessário intensificarmos a nossa fraternidade e as nossas boas intenções. Neste momento, não nos cabe mais projetar dardos venenosos para atacar ou denegrir as outras pessoas, sejam elas de qualquer credo, país, cor, raça, partido político ou classe social. É hora de darmos as mãos e procurarmos acalmar nossos ímpetos mais rebeldes, é hora de nos apequenarmos e fugirmos do orgulho, causador de tantas discórdias.
É hora de agirmos com a inteligência, concedendo, a nós mesmos, momentos de paz e de amor que nos elevem a uma melhor condição espiritual e emocional. Neste momento, precisamos nos unir em uma corrente de solidariedade para melhorar as vibrações que se somam nos quatro cantos do mundo, pois as boas vibrações são determinantes para que Deus, em sua infinita misericórdia, permita que a cura possa ser acelerada ou mesmo que o vírus seja reduzido em nosso meio.
Não podemos mais orar a Deus pela cura e, ao mesmo tempo, praguejar que esta nação ou aquela seja derrotada, ou mesmo pedir proteção por nossos familiares e ao mesmo tempo praguejar contra qualquer outra pessoa, seja ela quem for.

Hairon H. de Freitas

Algo sobre o momento de recolhimento que acontece em toda Terra.

O momento é de voltarmos para o coração.
O pior sentimento é o de que estamos traindo Jesus, o amado Mestre.
Precisamos buscar forças em nós, para entendermos a necessidade do momento, de participarmos da construção e da solidificação do amor em nós mesmos.
Não adianta imaginarmos uma Nova Terra, onde a tolerância, o amor, a paz e a saúde estejam reinando, se não solidificarmos estes sentimentos aqui e agora.
O momento é de difícil compreensão para todos nós que estamos sofrendo pela necessidade do recolhimento forçado, ocasião em que muitos estamos angustiados por uma diversidade de situações impostas pelo meio material e espiritual.
O amor precisa sobrepor-se nesse momento tão sensível. Precisamos ultrapassar as nossas limitações e buscar, dentro do nosso cadinho forjado pelo tempo, e que, por isso tornou-se imensamente resistente, aquela força que está escondida, envolta pelo medo e pela desesperança do instinto básico de sobrevivência, o sentimento de fraternidade que reconhece em todos os seres o irmão necessitado de atenção, de carinho e de amparo, seja ele emocional, espiritual ou material.
Nesse momento, estamos todos numa prova de fogo na qual precisamos continuar caminhando, apesar do medo, para acendermos a luz em nosso coração. Luz para brilhar um pouquinho mais em nossos pensamentos, emoções e atitudes.
Não podemos jamais nos esquecer do pedido de Jesus para todos que queiram colaborar com a obra do Pai, em Mateus 28:20, quando disse: “ensinai-lhes a observar tudo o que vos tenho ordenado. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos”. Sendo assim, com o pouco de evangelho que já depositamos em nosso coração, com a esperança e a consciência de que não estamos desamparados, podemos agir de alguma forma no meio em que estamos. Temos consciência do muito que precisa ser feito, mas, dentro de nossas limitações, podemos fazer o pouco que nos cabe, como nos disse Madre Teresa de Calcutá: “O que eu faço é uma gota no meio de um oceano, mas sem ela o oceano será menor”.
Que Jesus, o amado Mestre, nos abençoe, sempre!
Hairon H. de Freitas

Este Corona está pegando pesado!


Hoje estou cheio de perguntas, mas acredito que não sou somente eu quem tem muitas dúvidas e precisa ter mais explicações sobre este vírus.
Não podemos imaginar a quantidade absurda de problemas que a China está passando devido a disseminação deste vírus que vem matando e muito.
O Corona vírus está se espalhando pelo mundo inteiro e o medo está crescendo absurdamente. Neste momento, o que deveríamos ter como pauta principal deveria ser: a vontade de ajudar, a empatia pelo enorme sofrimento que a nação chinesa vem passando, a solidariedade através das orações e dos bons sentimentos, enfim, tudo que pudermos proporcionar para minimizar tanta dor. Pelo jeito este vírus não se contém diante da barreira geográfica ou de temperatura, e certamente veio para ensinar ao homem a ter mais solidariedade, já que ele não enxerga fronteira, raça, gênero ou idade.
Até quando continuaremos imunes à necessidade de evoluirmos para nos tornarmos seres humanos melhores?
Quantas pessoas precisarão morrer para entendermos que, no final das contas, somos todos conectados? Um respira o ar do outro, compartilhamos os mesmos vírus, vivemos no mesmo planeta e procuramos a mesma coisa chamada “felicidade”.
A China sofre com o fechamento e paralisação das grandes empresas, como: Google, Toyota e Mc Donald´s, sem mencionar as inúmeras empresas que não conseguem funcionar, já que a China fechou-se na contenção. É triste esta situação, e tudo que afeta uma economia gigantesca, como a chinesa, sem dúvidas que afetará o mundo inteiro.
Difícil o entendimento do ser humano que já deveria ter considerado uma forma de ter um governo único pautado nas intenções motivadoras dos grandes homens, como: cientistas, ativistas, professores e filósofos. Sei que isso é quase uma utopia, mas o mundo caminha pra isso.
Tudo o que assistimos atualmente é o sectarismo que vem sendo disseminado no mundo inteiro. É a Inglaterra querendo sair do acordo europeu, é o EUA sofrendo os impactos de um mundo novo, é o Brasil dividido politicamente e o restante do mundo se matando por convicções pífias.
Mas acredito numa força infinitamente superior que ultrapassa toda e qualquer compreensão humana, que está no controle de tudo que vem acontecendo em todo nosso planeta. Contudo, as nossas ações interferem sobre nós mesmos e precisamos crescer rapidamente para um patamar menos infantil, que priorize o melhor para toda a humanidade!
Hairon H. de Freitas.

Dia 11/11/19 no Charitas vai acontecer lançamento duplo, com Luciana G. Rugani e Roberto Amorim


No dia 11/11/19, segunda-feira, às 18 horas, no Charitas, acontecerá o lançamento duplo de meu livro “Mar de Palavras” e do livro do poeta Roberto Amorim, “Surfando nas Letras”, ambos da Editora Foco Letras.
Será uma noite bem poética ao som de Vânia Meirelles, com piano e voz.
Um evento aberto ao público que vale a pena conferir!


Luciana Gonçalves Rugani é poetisa, natural de Belo Horizonte, porém cabo-friense de coração e também por reconhecimento oficial da câmara municipal da cidade através do Título de Cidadania Cabo-friense que lhe foi concedido. Membro fundadora da ALACAF – Academia de Letras e Artes de Cabo Frio, Luciana participou de diversas antologias, entre elas as promovidas pelo grupo “Flores Literárias” e pela Editora Foco Letras. Participou também do 4º Festival de Poesia de Lisboa, com sua poesia “O último encontro”.
A inspiração para suas poesias vem das fantasias e sonhos que Cabo Frio lhe proporciona, cidade onde, segundo ela, seu coração para sempre fez morada. Mas, a ideia primeira de escrever e deixar fluir essa inspiração e os sentimentos que dela nasceram, veio da reflexão que o filme “Sociedade dos Poetas Mortos” trouxe para sua vida. Por essa razão, Carpe Diem, expressão latina que no filme foi associada a ideia de “extrair a essência da vida”, constitui o nome original de seu blog “Cantinho das Ideias (Carpe Diem Luciana)”.
Cabo Frio e sua natureza são a fonte primária de toda a inspiração do livro “Mar de Palavras”, levando à expressão dos sentimentos na poesia e das reflexões nas crônicas. O livro nasce da ideia principal de deixar o sentimento fluir por meio da poesia, ainda que seja um simples desabafo. E as crônicas propõem reflexão, estímulo ao livre pensar. Que o mergulho nos sentimentos e reflexões deste livro possam levar o leitor a deixar fluir também em si o veio da poesia que há no interior de todo ser, que a poesia possa gerar dentro de cada um aquela vontade de extrair a essência da vida, pois nela o impossível se torna possível. Nela não há bloqueios, nem obstáculos para viver os sonhos. Na poesia, o ser se faz livre! (Luciana G. Rugani)


Nascido em Cabo Frio, em 14 de agosto de 1964, Roberto Amorim viveu sua infância em Arraial do Cabo, na Vila Industrial, onde residiu até os 18 anos de idade, quando se mudou para a cidade de Cabo Frio. Formou-se em matemática pela Ferlagos, onde também se pós- graduou-se em Análise de Sistemas. A escrita de poemas surgiu para defender a natureza e narrar suas experiências de vida.
“Surfando nas Letras” traz o poeta Roberto Amorim deslizando nas ondas da poesia e como construtor da sua própria prancha: o livro. Assim como o surfista precisa demonstrar habilidades em fazer manobras radicais, próprias da linha do surf, o autor demonstra intimidade com a natureza e com as letras, especificamente, com o mar e com a poesia. (Dra. Joyce Lima – pesquisadora, professora e poetisa).

Coisas da Vida!

 

 

 

 

Acordo tenso;
Passa o dia;
Ansiedade cresce;
Nada determinável.

Continua o dia;
Tento me explicar;
Continuo tenso;
Como parar?

Segue a tarde;
Volto a pensar;
Sentindo estranho;
Como parar?

Continua a noite;
Sigo pensando;
Algo novo;
Disciplina no ar!

Hairon H. de Freitas
29/9/19

Cora Coralina – O que é viver bem!


Uma vez, um repórter perguntou à poeta Cora Coralina o que é viver bem. Ela lhe disse:

“Eu não tenho medo dos anos e não penso em velhice.
E digo pra você, não pense.
Nunca diga estou envelhecendo, estou ficando velha. Eu não digo.
Eu não digo que estou velha, e não digo que estou ouvindo pouco.
É claro que quando preciso de ajuda, eu digo que preciso.
Procuro sempre ler e estar atualizada com os fatos e isso me ajuda a vencer as dificuldades da vida. O melhor roteiro é ler e praticar o que lê.
O bom é produzir sempre e não dormir de dia.
Também não diga pra você que está ficando esquecida, porque assim você fica mais.
Nunca digo que estou doente, digo sempre: estou ótima.
Eu não digo nunca que estou cansada.Nada de palavra negativa.
Quanto mais você diz estar ficando cansada e esquecida, mais esquecida fica.
Você vai se convencendo daquilo e convence os outros. Então silêncio!
Sei que tenho muitos anos. Sei que venho do século passado, e que trago comigo todas as idades, mas não sei se sou velha, não. Você acha que eu sou?
Posso dizer que eu sou a terra e nada mais quero ser.
Filha dessa abençoada terra de Goiás.
Convoco os velhos como eu, ou mais velhos que eu, para exercerem seus direitos.
Sei que alguém vai ter que me enterrar, mas eu não vou fazer isso comigo.
Tenho consciência de ser autêntica e procuro superar todos os dias minha própria personalidade, despedaçando dentro de mim tudo que é velho e morto, pois lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes.
O importante é semear, produzir milhões de sorrisos de solidariedade e amizade.
Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça.
Digo o que penso, com esperança.
Penso no que faço, com fé. Faço o que devo fazer, com amor.
Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende.
Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o decidir.”

Cora Coralina