
Porque que as pessoas pensam muito quando vão adquirir um bem, seja ele um veículo ou uma propriedade, e quando pensam no voto elas mesmas são movidas pela raiva e/ou por mensagens de fakes news de whatsapp?
A raiva nunca foi e nunca será uma boa conselheira, ela simplesmente nos cega da visão periférica, nos colocando num mundo a parte da realidade emocional.
A neurociência através de (Daniel Goleman, PhD – Livro Inteligência Emocional) revela que a raiva causa impacto significativo, diminuindo a nossa capacidade de raciocínio lógico e de controle cognitivo.
Na política como na aquisição de um bem, é necessário a autoanálise sobre o que verdadeiramente queremos para o nosso futuro, serão dificuldades ou serão tranquilidades.
Na compra de um veículo, primeiramente analisamos o vendedor, a agência e o site do reclame-aqui. Tentamos de toda maneira nos proteger de entrarmos numa fria financeira. Posteriormente pagamos uma empresa de vistoria para o laudo sobre o estado geral do veículo, podemos incluir o pagamento de um despachante para eliminar as burocracias.
Na aquisição de um simples veículo analisamos e colocamos em prática muitos detalhes, mas no voto a primeira coisa que colocamos em prática é a raiva sobre o político A ou B. Sobre uma ideia que nos foi apresentada e que carregamos como se ela fosse totalmente verdadeira.
Tudo que vamos fazer na vida seja a mais simples como a escolha do alimento que vamos cozer para o almoço, não pode ser escolhido carregando raiva no coração. Precisamos da tolerância em nossas escolhas, para conseguirmos encontrar o resultado que mais afinizamos.
Hoje assistimos as pessoas sendo engolidas pelo sentimento da raiva que está sendo distribuído gratuitamente nas redes sociais, que estão presentes nas relações pessoais ou na internet. As pessoas não estão mais inibidas pelo estado deplorável que as revelam, quando disseminam o ódio que só pensa em destruir o inimigo que foi revelado como alvo, ou melhor o político que se tornou inimigo.
Por mais que as pessoas promovam o ódio e que ele seja disseminado em grandes redes sociais da internet, que consigam transmitir a mensagem a muitas pessoas e incluir novos adeptos a sua preferência, mesmo assim ela não se revela como a correta a ser seguida, pois substancialmente ela não transmitiu o equilíbrio para uma boa decisão.
Enfim, a decisão do voto será melhor à medida que evitarmos o sentimento de raiva para não comprarmos gato por lebre que vai nos custar muito caro no futuro, como quando adquirimos um veículo pela beleza externa, mas o seu motor está quase fundindo.
Nós como parte da nossa sociedade precisamos dar um passo a mais que seja robusto e menos desequilibrado, principalmente, por um dos sentimentos mais primitivos do ser, que é o ódio.
Hairon H. de Freitas