Conheçam a mais nova Antologia da qual participo.
Antologia do portal Ornitorrincobala.
Cliquem no link acima e façam download gratuito.


Uma das maiores dificuldades que percebo em um governo que, verdadeiramente, preocupa-se com o social e em fazer política pública, para tentar melhorar a justiça social no país, é a falta da comunicação com a base da pirâmide (maioria do povo).
Os ricos são donos das redes sociais (google, facebook, instagram, twitter e outras), os ricos são os detentores da mídia (jornais, tv´s e rádios) e, assim, acabam tendo controle do Congresso Nacional que prioriza suas pautas em detrimento dos projetos que buscam corrigir a injustiça social.
As redes sociais foram pensadas e construídas para defender os ricos que comandam o mundo político e financeiro.
A base da pirâmide não entende como funcionam as ferramentas utilizadas nas redes sociais que direcionam até mesmo pessoas mais informadas rumo aos seus argumentos em defesa dos ricos. Assim também acontece nos rádios, jornais e tv´s que deixam reportagens pela metade que induzem o pensamento de quem está assistindo para defenderem os ricos.
Neste nosso mundão, não existe nada de inocente em nenhum destes canais. Qualquer postagem e reportagem tem algo por trás para induzir e direcionar um argumento que justifique e defenda um rico.
Hoje mesmo, vi no ICL Notícias uma matéria sobre a reunião dos ricos na casa de João Dória, com Henrique Meireles e outros 46 empresários ricos que fazem de tudo para continuarem ricos. Fico imaginando a seguinte cena: eles reunidos para continuarem a sugar os pobres e os pobres trabalhando e assistindo a si mesmos sendo roubados cotidianamente, e ainda aplaudindo os ricos.
Se o pobre pensasse bem, não votaria em um rico que pode até prometer fazer algo, mas, em relação a justiça social, ele jamais irá se bancar.
A meu ver, no planeta não deveria existir bilionários, pois esses são frutos desse sistema desigual e falido chamado de capitalismo. Que o governo procure ao menos acabar com um pouco da injustiça social, cobrando tributos na mesma proporção para pobres e ricos.
Hairon H. de Freitas

Tenho uma história pra contar
De seu Tião que vive à beira mar
Pescador de anchova e tainha
Cumpre sua sina de noite e de dia
Seu Tião é rude e paciente
Não se passa por descrente
Casado com dona Dalina
Trabalhou um tempo na salina
Foi onde a conheceu
E onde seu pai morreu
Dona Dalina muito sábia
Levou à frente sua lábia
Provocou em seu Tião
Uma melhora no humor
Que todos os dias pela manhã
Estava sempre com rancor
Seu Tião de abatido
Não estava mais combalido
Pelo carinho de dona Dalina
Sua aura ficou cristalina
Dona Dalina e seu Tião
Tinham crença em Iemanjá
Iam de janeiro a janeiro
Pedir ajuda a orixá
A história desse casal
Gostei muito de contar
Seu Tião e dona Dalina
Todos devemos respeitar
Poema de Hairon H. de Freitas


De repente tudo vai ficando tão simples que assusta. A gente vai perdendo algumas necessidades, antes fundamentais e que hoje chegam a ser insignificantes. Vai reduzindo a bagagem e deixando na mala apenas as cenas e pessoas que valem a pena. As opiniões dos outros são unicamente dos outros, e mesmo que sejam sobre nós, não têm a mínima importância.
Vamos abrindo mão das certezas, pois com o tempo já não temos mais certeza de nada. E de repente isso não faz a menor falta. Paramos de julgar, pois já não existe certo ou errado, mas sim a vida que cada um escolheu experimentar.
Por fim entendemos que tudo que importa é ter paz e sossego. É viver sem medo, e simplesmente fazer algo que alegra o coração naquele momento. É ter fé. E só.

Volto à minha infância quando sinto o cheirinho do café sendo coado.
Na memória, lembro aquele pano branco que escureceu com o tempo e, o cheiro que invadia todo o meu ser.
Quando criança, não imaginava que estava registrando algo tão bom! Aquele convívio com minha avó me fez querer aprender a fazer aquele cafezinho, que era tão gostoso.
Na casa da vovó, havia a chamada “despensa”, um cômodo separado onde eram guardados os alimentos, as panelas, os moedores de carne e de café, também os grãos de café já torrados.
Eu, criança, interessei-me em aprender aquela magia de passar o café.
Minha avó prendia o moedor de café na bancada de madeira, regulava a pressão, pois eu não tinha forças para tocar habilmente a manivela.
Fingia por um tempo estar passando o café, e o incrível era que minha avó, apesar de sua pouca paciência me ensinava carinhosamente como passar o café.
Foram momentos inesquecíveis que vivi e dos quais nunca esquecerei.
Hoje ainda lembro do café com broa de fubá. Tendo-os à mesa não os dispenso por nada.
Essa memória estará registrada para sempre em meu coração.
Hairon H. de Freitas

Parece Santo
Que o acaso espanta
Acatou a regra
Alimentando a todos
Em momentos oportunos
Me cubro de alegria
Se saio ao encontro
Do mar que me encanta
Ele mede instantes
O calor que estima
Se é bravo conosco
Corro ao encontro do desvio
Deveras acortinado
Feito em hastes de aço
Me facilitando a vida
Grandioso que és
Charmoso com muitos encantos
Agradeço pela manhã
E pela tarde
Sua grandiosa existência
Contudo ainda parece
Um Santo
Com sua brilhosa aureola
A todos iluminando
Hairon H. de Freitas

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Vinícius de Moraes

A tarde bravia
Enche-me de bons momentos
Aturdido estou
Encontrando-me com a dor
Dor que devora minh’alma
Que destroi aos poucos quem sou
De um momento a outro
Sinto-me transformado
Liberto da cela
Quando a luz de uma simples lanterna
Invade meu ser com o saber
Que me aborda
E arrebata a ignorância
Hairon H. de Freitas

Admirado é pouco
Assistindo na tv
O congresso a defender
Um psicopata assassino
Eu não entendo
Mas como pode
Às claras da população
Deputados defendendo de montão
Quem contratou mais um bandido
Para dar fim a uma mulher
Que defendia com afinco
O povo pobre da região
Olha só que sensação
Eu não entendo
Falando na Tv
Todos conhecendo o porquê
Aprovando a liberdade
De quem matou com crueldade
O futuro de uma mulher
De uma família
Dos amigos
E de brasileiros que acreditavam
Com certeza
Em sua fala destemida
Corajosa
Eu não entendo
Como pode uma nação
Aceitar os que defendem
A morte e o matador
Que não acreditam em outra dor
Além da sua percepção
Eu não entendo
Muitos brasileiros
Conhecendo o assassino
Ainda o defendem
Assistindo aos congressistas
Ainda os defendem
Finalmente
Eu não entendo
Hairon H. de Freitas
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