Ontem aconteceu o lançamento de meu livro Um Passo a Mais, na FLISPA (Feira Literária de São Pedro da Aldeia). Estamos com a promessa de um novo lançamento aqui em Cabo Frio, no Palácio das Águias no evento anual da ALACAF (Academia de Letras e Artes de Cabo Frio) no dia 8 de novembro de 2025. Quem se interessar saber mais sobre o meu livro veja no instagram: @haironhfreitas e facebook: facebook.com/haironhf.halubh e no tiktok: @hairon.freitas
Estamos num momento difícil, que envolve os assuntos mais sensíveis da sociedade.
Na parte política, podemos dizer que as pessoas estão sendo absorvidas por um modelo elaborado por pensadores e estrategistas que tendem a permanecer no modo de vida implementado há séculos, cujo nome é capitalismo.
Uma das formas de estacionar o mundo num modo ultrapassado de vida é convencer aos demais membros de que mudanças não são boas e que precisamos conservar aquilo que já existe.
Em meio a tantas falas, a tantos argumentos consistentes de progresso, o argumentador que insiste em permanecer e não mudar vem sendo chamado de extremista da direita. Esse extremista é aquele que não convence pela lógica, pois ela não mais condiz com o momento atual em que vivemos. De maneira que o extremista se torna cheio de ódio, numa volúpia constante de insana pressão, vive se retroalimentando de um ódio que ele mesmo adotou.
Nesse sentimento mórbido cultivado nas redes sociais, o ser odioso adoece dia a dia, e lança seus tentáculos a outros que coadunam do mesmo sentimento destruidor.
Viver nos dias atuais requer inteligência, bom senso e disposição em não aderir à cadeia do ódio que vem vilipendiando o cenário político.
As redes sociais que, atualmente, podemos chamar de “redes raivosas”, impulsionam mais e mais os posts acordados pelo extremismo da direita, sendo que, a pessoa que opta em não postar ódio, sente-se com dificuldades de transitar no meio desses criadores e mantenedores da rede, dos criadores de conteúdos mentirosos e das pessoas odiosas que replicam com argumentos do mesmo teor.
A ciência da tecnologia avançou, carece que o comportamento, a moral e a ética avancem ao patamar de um mundo novo, reduzindo esse distanciamento entre as partes.
De repente tudo vai ficando tão simples que assusta. A gente vai perdendo algumas necessidades, antes fundamentais e que hoje chegam a ser insignificantes. Vai reduzindo a bagagem e deixando na mala apenas as cenas e pessoas que valem a pena. As opiniões dos outros são unicamente dos outros, e mesmo que sejam sobre nós, não têm a mínima importância.
Vamos abrindo mão das certezas, pois com o tempo já não temos mais certeza de nada. E de repente isso não faz a menor falta. Paramos de julgar, pois já não existe certo ou errado, mas sim a vida que cada um escolheu experimentar.
Por fim entendemos que tudo que importa é ter paz e sossego. É viver sem medo, e simplesmente fazer algo que alegra o coração naquele momento. É ter fé. E só.
Volto à minha infância quando sinto o cheirinho do café sendo coado.
Na memória, lembro aquele pano branco que escureceu com o tempo e, o cheiro que invadia todo o meu ser.
Quando criança, não imaginava que estava registrando algo tão bom! Aquele convívio com minha avó me fez querer aprender a fazer aquele cafezinho, que era tão gostoso.
Na casa da vovó, havia a chamada “despensa”, um cômodo separado onde eram guardados os alimentos, as panelas, os moedores de carne e de café, também os grãos de café já torrados.
Eu, criança, interessei-me em aprender aquela magia de passar o café.
Minha avó prendia o moedor de café na bancada de madeira, regulava a pressão, pois eu não tinha forças para tocar habilmente a manivela.
Fingia por um tempo estar passando o café, e o incrível era que minha avó, apesar de sua pouca paciência me ensinava carinhosamente como passar o café.
Foram momentos inesquecíveis que vivi e dos quais nunca esquecerei.
Hoje ainda lembro do café com broa de fubá. Tendo-os à mesa não os dispenso por nada.
Essa memória estará registrada para sempre em meu coração.