Diálogos com o Espírito Eugênia

Publicado no site: http://www.saltoquantico.com.br em 12 de março de 2004.

Terapia de Vidas Passadas, Mentores Espirituais e Mentores Encarnados – Diálogo com Eugênia.

 

Muitas vidas

 Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eugênia.

A Terapia de Vidas Passadas realmente é tão boa como outras técnicas catárticas ou ela, em verdade, não passa de mais um modismo?

Toda técnica catártica eficaz traz o selo da cura, já que o indivíduo remonta às causas profundas que geram seus transtornos de personalidade e, assim, remove-as ou trata-as. A Terapia Regressiva a Vivências Passadas (*1) é uma dessas técnicas eficazes, quando bem feita.

É a melhor, Eugênia?

Não existe terapia melhor. Existem metodologias mais aplicáveis a esse ou aquele caso, a esse ou aquele contexto, a essa ou aquela interação paciente-terapeuta, a esse ou aquele indivíduo. Portanto, não podemos, de antemão, apontar uma técnica como a melhor a resolver todos os problemas existenciais do ser humano.

Alguém pode melhorar apenas com um bom aconselhamento?

Há pessoas que revolucionam suas vidas ou descobrem o propósito de estar na Terra, apenas ao ouvir uma frase, assistir a um filme, ver uma criança carente na via pública. Há outros indivíduos que levam anos em consultórios psicanalíticos e não passam dos primeiros passos do processo de elaboração de suas questões. Portanto, cada caso é um caso.

Tem algo a dizer sobre o assunto?

Que as pessoas deveriam valorizar mais as fontes de aconselhamento e de apoio, sejam profissionais ou fraternas. Deus socorre a criatura por meio da própria criatura. Há muita gente esperando que o próprio Criador, em Pessoa, venha lhes aconselhar sobre o melhor a fazer. Não percebem como entronizam o orgulho em suas almas, perdendo contato com a realidade e, com isso, bloqueando os canais por onde a Divina Providência adentraria suas vidas, para auxiliá-las. Em vez de pretendermos buscar falar diretamente com Seres indiscutivelmente superiores, porque não nos ouvir uns aos outros. Às vezes, no consultório de um psicólogo, na voz de um sacerdote, no conselho de um amigo ou um familiar muito querido e de confiança, recebemos a resposta de Deus para nossos dramas. Todas as criaturas deveriam estabelecer uma disciplina de busca sistemática de aconselhamento e/ou suporte psicoterápico, obviamente conforme resultados e afinidades considerados. Ao menos uma vez na semana, todas as pessoas deveriam ter alguém com quem desabafar e falar, sem reservas, sobre suas problemáticas mais íntimas, perturbadoras e pessoais.

Tenho dito nos programas de TV que são dois os caminhos, duas as disciplinas, dois os hábitos fundamentais para nos mantermos conectados a Deus: a prece (individual), a freqüência ao culto coletivo de busca de Deus (coletivo). Deveríamos incluir esse outro elemento?

Sim, deveríamos. Alguém deve ser constituído, por cada indivíduo, o guardião de sua probidade interior, em nome da própria consciência e em nome dos guias espirituais desencarnados. Obviamente, que a pessoa deverá checar sempre, com o filtro de sua intuição e de seu bom senso, aquilo que lhe é sugerido, as avaliações que são feitas de seu comportamento e de suas escolhas. Esse guardião eleito, não se pode esquecer, é um representante das vozes profundas da alma do aconselhado, e, portanto, se não estiver em profundo acordo com ela, deve ser ignorado, ao menos naquele aspecto de desalinhamento entre a consciência de um e o juízo de valor do outro. Mas, apesar de se considerar a falibilidade humana e, portanto, não se poder instituir autoridade absoluta a ninguém, em termos de gerência de nossas vidas, é indiscutivelmente necessário que se tenha alguém como mentor existencial ou guia espiritual. Quem não for médium ostensivo e não possa dialogar diretamente com seus orientadores desencarnados, deve ter alguém, no plano físico, que veja como representante do Plano Maior, e, assim, converse com essa pessoa, periodicamente, nesse estado de espírito, sabendo que os próprios protetores espirituais farão uso do médium esclarecedor (que foi instituído no mentor encarnado), para apresentar tópicos importantes para seu progresso geral.

Obviamente que podemos mudar de guia ou mentor, nessas circunstâncias, quando não nos sentirmos bem…

Sim, obviamente. Mas o indivíduo deve se precatar da tendência de procurar “orientadores” que só digam coisas agradáveis e que, portanto, correspondam apenas aos apelos de seu ego, não estando alinhados, assim, com a voz de sua superconsciência e, por conseqüência, do anjo de guarda e demais Potestades representantes de Deus. Assim, esse mentor encarnado tem direito e até o dever de contrariar, aqui ou ali, sempre que necessário, os desejos, os impulsos, as impressões momentâneas do ego do orientado. É comum, no processo de transferência psicológica, projetarem-se não apenas os apegos infantis em mentores encarnados, mas também as rebeldias pueris da criança caprichosa interior, que almeja, amiúde, evadir-se do esforço de aprendizado e crescimento, assim como o pequerrucho que faz birra para não ir à escola. O problema é que, sendo alguém adulto e gozando de toda liberdade que lhe é prerrogativa inalienável, naturalmente se pode ficar pervagando de consultório em consultório, de guru em guru, sem dar ouvidos ao mais importante para si, até, quem sabe, lamentavelmente, parar nas mãos de quem menos seja abalizado para orientar, por apenas afagar as neuroses e caprichos que deveriam ser debelados, tratados e transmutados e não alimentados.

Eugênia, faria mais uma pergunta. Há quem diga que não precisa de orientação de ninguém. Que sua razão e sua consciência são o bastante. E muito se orgulham disso, como um atestado de maturidade ou inteligência. Que diria sobre isso?

Essa pessoa está na perfeita sintonia das trevas. Somente no plano inferior (*2), alguém pode agir sem dar satisfações a ninguém. No plano superior, quanto mais alguém amadurece, mais deve dar contas do que faz e mais se sente propelido a buscar o auxílio salutar da orientação nobre, embora, paradoxalmente, a liberdade também aumente. A questão é que, quanto mais evoluída é uma consciência, mais ela busca ouvir o que outras, ainda mais evoluídas, lhe têm a dizer, a fim de que erre menos, acerte mais e progrida mais rapidamente. Nas esferas superiores de consciência, há uma profunda teia de disciplina e comunicação e ninguém toma decisões graves, sem que haja concordância coletiva a respeito. Isso, que pode soar estranho para caracteres mais arrogantes, vê-se facilmente como verdadeiro, ao se notar que até os ambientes de trabalho mais avançados, no plano físico, estão aplicando esse sistema de poder, parcialmente, ao instituírem a “gestão participativa”. A idéia de uma autoridade, no comando, que determina, autocrática e solitariamente, a condução de rumos de um empreendimento, é hoje vista como uma filosofia organizacional ultrapassada, que favorece muito mais erros e menos acertos. O mesmo se pode aplicar à própria vida, como um todo. É fundamental que se tenha a partilha profunda de significados e conteúdos da alma, que, dada a complexidade e profundidade da iniciativa, não pode ser feita com mais de uma pessoa, normalmente, inclusive para não se criar uma cacofonia psíquica, com vozes dissonantes criando mais conflitos, em vez de dissolvê-los, na alma do orientando. Se já é difícil sintonizar uma pessoa com a voz da própria consciência e criar ajustes de “tradução”, que se dirá de mais de um? Eis porque disse Jesus, que um servo não pode servir a dois senhores ao mesmo tempo. É isso que sugerimos seja feito. Quem não quer autorizar alguém como seu guru, orientador ou guia, ainda que seja um desencarnado (se a pessoa tiver suficiente maturidade psicológica e desenvolvimento mediúnico para se deixar ouvir o que for duro e desagradável para si também), está, em verdade, julgando-se o centro e o ápice do mundo, e, ao dizer que só dá satisfações a Deus, está, em verdade, afirmando que só dá contas a si. Pois, como disse também o Mestre Jesus, se não se ama ao irmão, que se vê, como se amará a Deus, que não se vê?

Forte e importante. Obrigado, Eugênia.

Não há de quê, meu filho.

(Diálogo travado em 11 de março de 2004.)

(*1) Termo técnico atual da TVP, mais adequado, que alude ao fato de que a regressão de memória pode se dar para eventos traumáticos da existência física atual, não havendo necessariamente, rememoração de outras vidas físicas.

(*2) Regiões infernais do plano espiritual.

(Notas do Médium)

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As Regras do Bem Viver de George Igor Gurdjieff

GurdjieffWork

Ele traçou 20 regras de vida colocadas em destaque no Instituto Francês de Ansiedade e Stress, em Paris. Dizem os experts em comportamento que quem conseguir assimilar 10 delas seguramente terá aprendido a viver com qualidade:

1. Faça pausas de dez minutos a cada duas horas de trabalho, no máximo. Repita essas pausas na vida diária e pense em você, analisando suas atitudes.

2. Aprenda a dizer não sem se sentir culpado ou achar que magoou. Querer agradar a todos é um desgaste enorme.

3. Planeje seu dia, sim, mas deixe sempre um bom espaço para o improviso, consciente de que nem tudo depende de você.

4. Concentre-se em apenas uma tarefa de cada vez. Por mais ágeis que sejam os seus quadros mentais, você se exaure.

5. Esqueça, de uma vez por todas, que você é imprescindível. No trabalho, em casa, no grupo habitual. Por mais que isso lhe desagrade, tudo anda sem a sua atuação, a não ser você mesmo.

6. Abra mão de ser o responsável pelo prazer de todos.

7. Peça ajuda sempre que necessário, tendo o bom senso de pedir às pessoas certas.

8. Diferencie problemas reais de problemas imaginários e elimine-os porque são pura perda de tempo e ocupam um espaço mental precioso para coisas mais importantes.

9. Tente descobrir o prazer de fatos cotidianos como dormir, comer e tomar banho sem também achar que é o máximo a ser conseguido na vida.

10. Evite se envolver na ansiedade e tensão alheias. Espere um pouco e depois retome o diálogo, a ação.

11. Família não é você, está junto de você, compõe o seu mundo, mas não é sua própria identidade.

12. Entenda que princípios e convicções fechadas podem ser um grande peso,é a trava do movimento e da busca.

13. É preciso ter sempre alguém em quem se possa confiar e falar abertamente ao menos num raio de cem quilômetros. Não adianta estar mais longe.

14. Saiba a hora certa de sair de cena, de retirar-se do palco, de deixar a roda. Nunca perca o sentido da importância sutil de uma saída discreta.

15. Não queira saber se falaram mal de você e nem se atormente com esse lixo mental; escute o que falaram de bem, com reserva analítica, sem qualquer convencimento.

16. Competir no lazer, no trabalho, na vida a dois, é ótimo para quem quer ficar esgotado e perder o melhor.

17. A rigidez é boa na pedra, não no ser humano. A ele cabe firmeza.

18. Uma hora de intenso prazer substitui com folga 3 horas de sono perdido. O prazer recompõe mais que o sono. Logo, não perca uma oportunidade de divertir-se.

19. Não abandone suas três grandes e inabaláveis amigas: a intuição, a inocência e a fé.

20. Entenda de uma vez por todas, definitiva e conclusivamente: você é o que você se fizer.

 

George Igor Gurdjieff  (1866/1949)

Crer no Melhor

 

 

Existe uma verdade mais verdadeira do que aquela que não é verdadeira somente num momento ou numa época, mas que é verdade em qualquer tempo?
Sem dúvida temos aquela verdade que age como muletas, que amparam o nosso emocional por um tempo e temos aquela verdade que existe, mas que não conseguimos acompanhar ou adotar, mas que é uma verdade eterna.
No que tange ao homem, este foi criado para ser vencedor em qualquer situação.
O ser humano sabota a si mesmo de forma inconsciente.
Acredita no negativo e na sua incapacidade de vencer em alguns departamentos da vida.
O homem nasceu e cresceu, mas nem sempre o emocional acompanha a maturidade do que é apresentado pelo corpo material.
Por vezes encontramos crianças com capacidade emocional muito superior a de seus pais.
O que os pais não entendem às vezes é que aquele ser ainda jovem traz uma bagagem que foi desenvolvida em outros tempos e que nascem novamente na intenção de ampliá-la e ao mesmo tempo de ser um aprendiz.
Todos somos professores e neófitos, não deixar passar as oportunidades de ampliarmos os nossos conhecimentos relacionados ao nosso ser é algo esfuziante.
Existe, de fato, em nosso interior uma pessoa que está a espera de ser reconhecida e acreditada naquilo que quer expressar.
Muito do que precisamos na vida é aprender a acreditar no melhor. É ter a consciência de que dentro do que sabemos e do que somos, podemos sempre ter em mente uma meta que nos direcione e nos dê sentido.
Quando vivemos acreditando nos problemas, nas doenças, nos medos, na pobreza e em outras coisas que criam uma névoa que dificultam a nossa visão frente à realidade, é neste momento que apostamos no pior, mas ter noção de que em outro momento o nosso entendimento mudará é a constatação de passar a crer na Vida e num futuro maravilhoso.
A quantidade de escadas, curvas, montanhas não são bichos papões a nos assustarem e nem mesmo impedimentos para nossa caminhada.
Olha gente, é isso que precisamos entender e que faz toda diferença.
Veja bem: “Você tem o poder e foi criado para dar certo em tudo o que faz”.
Você não é só um pedaço de carne que anda, come e fala ou uma pessoa desprestigiada, ou sem significância. Não você não é e não poderá nunca vir a ser, pois desta forma estaria contrariando a lei de Deus, que é um ser perfeito e eterno.
Já que nascemos para dar certo, o que precisamos fazer no momento para mudar o foco desta ignorância?
É imprescindível passar a crer no melhor.
Jesus disse a Tomé quando duvidou da sua aparição:
“Bem aventurados os que não viram e creram…”
Esta é a frase que representa tudo o que foi dito até agora e que nos remete a uma verdade que sobressai em todas as épocas, firmando o amor, a ação e a esperança.
Hairon H. de Freitas.