Novos tempos, novas medidas urgentes!


Houve um tempo em que eu achava normal inflar-me, irar-me e tornar-me rubro quando alguém me distratava, chamava minha atenção, ou me desprezava. Hoje vejo que sempre estive doente com a moléstia do orgulho. É uma doença grave, de difícil cura, pois contém uma chaga aberta. Na menor das pressões, provoca uma dor estranha, quase infinita.
Como estamos vivendo dentro dos parâmetros que adotamos como “normais” e não conhecemos, ou desacreditamos, das palavras do Mestre Jesus, continuamos enfermos e não nos colocamos disponíveis para uma mudança significativa em nossas vidas, não enxergamos ou não adotamos uma postura amorosa e exemplar, como a de nosso amado Chico Xavier, alma pura e que muito bem representou Jesus na Terra. Imaginemos Chico, quando se encontrou com a alma doente daquela mulher que lhe cuspiu no rosto. Coloquemo-nos em seu lugar: o que faríamos, senão desobedecer aos ensinamentos de Jesus? O que sairia de nosso coração, senão farpas e impropérios, ou até mesmo agressões físicas? Mas, com Chico, tudo foi diferente, pois ele estava curado dessa doença que atingiu toda sociedade terrestre. Doença estranha, que acomete todo o planeta e desabrocha em nós tendências perniciosas e próprias de um plano vibracional doentio que acabamos atraindo.
Hoje somos provocados em nossa mudança interior. Jesus estendeu o convite ao planeta, para a realização de uma mudança significativa, imperiosa para o novo momento da humanidade. Neste momento, precisamos atingir uma vibração mais elevada em nosso espírito. A Terra está deixando paulatinamente o tempo de expiações, mas, para que isso aconteça, o nosso planeta precisará produzir uma vibração mais elevada e constante. Só assim o homem não mais guerreará com outrem, a margem de tolerância se alargará e o estopim será extinto.
Em nosso trabalho de mudança, não nos encontramos sós. Tivemos, ao longo dos milênios, vários professores que trouxeram mensagens de amor e de tolerância, como: Buda, Sócrates, Maomé, Lao Tsé, Confúcio, São Francisco de Assis, Madre Teresa de Calcutá, Chico Xavier, Irmã Dulce e tantos outros que espalharam parte da semente que Jesus nos trouxe, há mais de 2.000 anos.
Estamos crescendo, espiritualmente falando. Já não somos mais crianças desenfreadas em seus desejos e descontroladas em suas emoções, não podemos ser. A hora é de acordarmos para as lições que vêm sendo apresentadas ao mundo em todos estes milênios.
A força que precisamos para a mudança não está somente em nós, mas em todos os mestres que, juntos, seguem vibrando para que nos tornemos adultos e não entremos em brigas e contendas descabidas. O orgulho, que está intrinsicamente amarrado ao medo e ao egoísmo, precisa ser estudado e entendido. Os grandes mestres nos deixaram vacinas valorosas contra ele, assim sendo, precisamos visitar o nosso centro de saúde interior e nos vacinarmos todos os dias com: bons livros, meditações, orações e cultivo de bons pensamentos.
Não temos mais tempo para sermos prolixos, não mais nos cabe. Não precisamos de provas da existência deste ou daquele mestre, nem temos mais tempo de discutirmos o sexo dos anjos. O momento exige determinação, coerência e boa vontade para mudarmos definitivamente a atmosfera de nossa nave planetária, adotando uma nova assinatura, mais amorosa e iluminada chamada Amor.
Que o Mestre Jesus nos ampare com a sua misericórdia, neste momento em que o vírus atingiu drasticamente todo planeta. Mas precisamos fazer a nossa parte, urgentemente, pois Jesus já fez a dele.
Sejamos colaboradores de Jesus, fraternalmente ajudando a todos, sem distinção. São inúmeros os necessitados, nós podemos pelo menos orar por cada um, em seu quadro atual de sofrimento.

Hairon H. de Freitas

Nos dias atuais!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nos dias atuais, mais do que nunca, precisamos colocar em xeque qualquer tipo de informação ou notícia que nos chegue. Nas redes sociais é onde encontramos uma facilidade enorme para replicar conteúdos mentirosos criados com intuito de manipular ou gerar discórdia. É importante que pensemos muito antes de qualquer postagem que incite à violência, quando muitos, mesmo sabendo que uma notícia é mentirosa, assim mesmo postam, abolindo qualquer sentido ético.
O momento que estamos vivendo é extremamente sensível. A maioria dos habitantes do planeta está preocupada e sofrendo, de alguma forma, em decorrência do vírus, seja pelo isolamento social ou pela fome. No entanto, existem outros diversos sofrimentos, como o da ansiedade, que pode levar muitas pessoas a atitudes extremas.
Mais do que em outros dias, faz-se necessário intensificarmos a nossa fraternidade e as nossas boas intenções. Neste momento, não nos cabe mais projetar dardos venenosos para atacar ou denegrir as outras pessoas, sejam elas de qualquer credo, país, cor, raça, partido político ou classe social. É hora de darmos as mãos e procurarmos acalmar nossos ímpetos mais rebeldes, é hora de nos apequenarmos e fugirmos do orgulho, causador de tantas discórdias.
É hora de agirmos com a inteligência, concedendo, a nós mesmos, momentos de paz e de amor que nos elevem a uma melhor condição espiritual e emocional. Neste momento, precisamos nos unir em uma corrente de solidariedade para melhorar as vibrações que se somam nos quatro cantos do mundo, pois as boas vibrações são determinantes para que Deus, em sua infinita misericórdia, permita que a cura possa ser acelerada ou mesmo que o vírus seja reduzido em nosso meio.
Não podemos mais orar a Deus pela cura e, ao mesmo tempo, praguejar que esta nação ou aquela seja derrotada, ou mesmo pedir proteção por nossos familiares e ao mesmo tempo praguejar contra qualquer outra pessoa, seja ela quem for.

Hairon H. de Freitas

Dia 11/11/19 no Charitas vai acontecer lançamento duplo, com Luciana G. Rugani e Roberto Amorim


No dia 11/11/19, segunda-feira, às 18 horas, no Charitas, acontecerá o lançamento duplo de meu livro “Mar de Palavras” e do livro do poeta Roberto Amorim, “Surfando nas Letras”, ambos da Editora Foco Letras.
Será uma noite bem poética ao som de Vânia Meirelles, com piano e voz.
Um evento aberto ao público que vale a pena conferir!


Luciana Gonçalves Rugani é poetisa, natural de Belo Horizonte, porém cabo-friense de coração e também por reconhecimento oficial da câmara municipal da cidade através do Título de Cidadania Cabo-friense que lhe foi concedido. Membro fundadora da ALACAF – Academia de Letras e Artes de Cabo Frio, Luciana participou de diversas antologias, entre elas as promovidas pelo grupo “Flores Literárias” e pela Editora Foco Letras. Participou também do 4º Festival de Poesia de Lisboa, com sua poesia “O último encontro”.
A inspiração para suas poesias vem das fantasias e sonhos que Cabo Frio lhe proporciona, cidade onde, segundo ela, seu coração para sempre fez morada. Mas, a ideia primeira de escrever e deixar fluir essa inspiração e os sentimentos que dela nasceram, veio da reflexão que o filme “Sociedade dos Poetas Mortos” trouxe para sua vida. Por essa razão, Carpe Diem, expressão latina que no filme foi associada a ideia de “extrair a essência da vida”, constitui o nome original de seu blog “Cantinho das Ideias (Carpe Diem Luciana)”.
Cabo Frio e sua natureza são a fonte primária de toda a inspiração do livro “Mar de Palavras”, levando à expressão dos sentimentos na poesia e das reflexões nas crônicas. O livro nasce da ideia principal de deixar o sentimento fluir por meio da poesia, ainda que seja um simples desabafo. E as crônicas propõem reflexão, estímulo ao livre pensar. Que o mergulho nos sentimentos e reflexões deste livro possam levar o leitor a deixar fluir também em si o veio da poesia que há no interior de todo ser, que a poesia possa gerar dentro de cada um aquela vontade de extrair a essência da vida, pois nela o impossível se torna possível. Nela não há bloqueios, nem obstáculos para viver os sonhos. Na poesia, o ser se faz livre! (Luciana G. Rugani)


Nascido em Cabo Frio, em 14 de agosto de 1964, Roberto Amorim viveu sua infância em Arraial do Cabo, na Vila Industrial, onde residiu até os 18 anos de idade, quando se mudou para a cidade de Cabo Frio. Formou-se em matemática pela Ferlagos, onde também se pós- graduou-se em Análise de Sistemas. A escrita de poemas surgiu para defender a natureza e narrar suas experiências de vida.
“Surfando nas Letras” traz o poeta Roberto Amorim deslizando nas ondas da poesia e como construtor da sua própria prancha: o livro. Assim como o surfista precisa demonstrar habilidades em fazer manobras radicais, próprias da linha do surf, o autor demonstra intimidade com a natureza e com as letras, especificamente, com o mar e com a poesia. (Dra. Joyce Lima – pesquisadora, professora e poetisa).

Meu limite, meu equilíbrio.

Meu Deus, não sei o que dizer,
Quando em momento angustiante,
Perco a minha órbita
Para compor outra.

Até quando ficarei atormentado,
Esperando com o medo,
Continuando a fazer parte,
De minha vida e de meu querer.

Fico triste e sem chão.
Na inquietude pelo não,
Sem história e sem equilíbrio,
Peço de volta algum brilho.

O entusiasmo vai embora,
Acovardado ergo o olhar
Não há limite que ultrapasse
Quem eu quero enxergar.

Mas Tudo é Deus
E Tudo é Vida
Peço de volta o valor
De orbitar o meu Amor

Hairon H. de Freitas
28/5/2019

Foto: Praia do Forte, Cabo Frio

De: Hairon H. de Freitas

Uma palavra ao coração!


Ninguém na terra sofre por querer, simplesmente estamos buscando a todo momento uma forma de entendermos a vida como ela se mostra.
O nosso querer nem sempre é percebido e as vezes nem sempre é correspondido, pois as nossas limitações e as nossas expectativas são enormes.
Aqui na terra vemos muitos tipos de sofrimentos diferentes, mas nunca ou quase nunca entendemos o porque de tanta dor sendo disseminada no planeta.
Mas, quando buscamos os nossos sentimentos mais profundos, aqueles que ficam esperando algum momento oportuno para se apresentarem, nos assustamos com a substancial presença desta força que movida como um vulcão vem causar mais dores ao mundo.
O ódio faz-se impregnado em todos que causam dores e o ressentimento e a mágoa transbordam sobre os que sofrem. É um misto indefinido de emoções que não podemos entender quando é um e quando é outro, pois, apesar de nomes diferentes, todos partem da mesma força.
Deus nosso Pai não gosta quando ferimos o outro, pois ele o ama profundamente, mas como ele ama o agressor também, então ele o corrige, pois todo pai e toda mãe precisam corrigir seus filhos para evitar mais dores no mundo.
A forma mais lúcida de vivermos bem é através do ensinamento do Mestre Jesus, quando nos disse muito sobre o amor, ensinando e exemplificando sempre.
Enquanto não acordarmos para o tratamento de nosso ódio, de nossa raiva, de nossa indignação, de nossa mágoa ou de nosso ressentimento, estaremos sintonizados com esta força danosa, a qual continuaremos realimentando-a e padecendo dos profundos sofrimentos.
Outra boa orientação deixada pelos grandes mestres é a prática da oração, da meditação e da autoanálise. Sabemos que dentro da nossa grande limitação, Deus nos convida a todo instante a cedermos de nosso orgulho, para que os nossos sentimentos de deixar passar e deixar ir estejam em nosso coração. Busquemos então o princípio de nossa cura com o maior psicólogo que existe, Jesus!
Hairon H. de Freitas

Confie Sempre

Não percas a tua fé entre as sombras do mundo. Ainda que os teus pés estejam sangrando, segue para a frente, erguendo-a por luz celeste, acima de ti mesmo. Crê e trabalha. Esforça-te no bem e espera com paciência. Tudo passa e tudo se renova na terra, mas o que vem do céu permanecerá. De todos os infelizes os mais desditosos são os que perderam a confiança em Deus e em si mesmo, porque o maior infortúnio é sofrer a privação da fé e prosseguir vivendo. Eleva, pois, o teu olhar e caminha. Luta e serve. Aprende e adianta-te. Brilha a alvorada além da noite. Hoje, é possível que a tempestade te amarfanhe o coração e te atormente o ideal, aguilhoando-te com a aflição ou ameaçando-te com a morte. Não te esqueças, porém, de que amanhã será outro dia.

Chico Xavier

Limpeza Canal Itajurú e Conscientização

É lamentável quanta ignorância ainda praticamos contra o nosso planeta.

No dia de hoje, 15 set. 2018, mergulhadores fizeram uma limpeza no Canal do Itajurú em apenas algumas horas retiraram uma quantidade absurda de lixo. Estas pessoas sensíveis e educadas, às quais parabenizo, reconhecem o planeta como nossa única morada e não querem que o pior aconteça. O plástico descartado nos oceanos tomou uma quantidade absurda de nossos mares, têm ilha (área 1,6 milhão km²) maior que o estado do Amazonas (área 1,57 milhão km²), que abarca uma das maiores florestas do mundo.

A situação é preocupante e requer um esforço de todos nós, para que nos tornemos colaboradores e evitemos de prejudicar o nosso bem estar que já está comprometido com tantos lixões distribuídos em todo sistema!

Imagens: Post Facebook Guarda Marítima de Cabo Frio
Hairon H. de Freitas

Uma Linda Canção!

O ser humano é um imitador nato. Quando o cantor entoa esta linda canção, as pessoas demostram seu carinho através dos gestos e suas feições são modificadas pela graciosidade da canção. Que possamos transmitir o amor em nosso caminho até chegarmos ao ponto em que, até mesmo calados, sem dizermos nada, mesmo assim transmitiremos a paz e ela tocará os corações, podendo levar aos prantos. Somos seres sensíveis e podemos valorizar o amor, sempre o amor!
Hairon H. de Freitas

Créditos: Neste vídeo assistimos a apresentação do cantor Martin Hurkens!

A hora é agora!

Neste minuto eu posso melhorar o meu ser, o meu aspecto de vida…

O que está acontecendo conosco, por que tanto ouvimos, assistimos e praticamos a violência em nosso mundo?

Se analisarmos a vida em nossa sociedade dos anos 70 até nossos dias, veremos que a intolerância, dentro do quadro da violência, tem crescido assustadoramente.  Nós estamos perdendo a referência moral pela banalização de tudo que mantínhamos dentro de certos preceitos, como: sexo, relacionamento, lazer, respeito, enfim são tantas coisas das quais abusamos  que passamos a infligir em nossos corpos um hábito de reflexo imediato de raiva, até mesmo ira, pelas coisas que acontecem à nossa volta.

Tenho observado nos relacionamentos, no trânsito, no trabalho, nas escolas, um acentuado grau de intolerância, pois as pessoas não estão mais dispostas a se manterem no caminho do meio.  Somos todos levados pelo acentuado grau de ceticismo, de egoísmo e de revolta e com isso nos capacitamos a julgar, condenar e aprisionar em nosso ego a arbitrariedade da pena.

Nos anos 70, vivíamos o reflexo dos anos anteriores, quando nos debruçamos sobre os grandes filósofos e na rigidez da igreja, a qual conteve adormecida esta intemperança desastrosa que presenciamos nos dias atuais. Saímos de um ponto mórbido, de uma contenção absoluta imposta pelo medo, para o outro extremo onde a revolta e a raiva incontida subtraem o melhor de nossas vidas. Sairmos de um ponto para outro extremo é como sairmos da brasa para cairmos no fogo. O melhor caminho é o do meio e para isso precisamos nos domar, assim como fazem com os equinos que necessitam de freios e arreios, para que a autoeducação não fique comprometida.

Vigiai e Orai para não cairdes em tentação – Jesus.
Muita Paz!
Hairon H. de Freitas.

Você nunca mais vai querer limpar os ouvidos!

cotonete

Fonte: Revista Exame
De Sarah Klein

Pergunta: é verdade que eu não deveria usar cotonete para limpar meus ouvidos?

Resposta: A mãe ou avó que disse essa frase primeiro teve toda razão: você faz bem em não colocar nada em seu ouvido que seja menor que seu cotovelo.

Mas para entender por que não é preciso limpar nossos ouvidos com cotonete, primeiro precisamos entender porque temos cera de ouvidos, para começar. Essa substância desagradável, conhecida em linguajar médico como cerume, existe para nos proteger. “A finalidade da cera de ouvido é manter o canal auditivo limpo”, diz o médico Douglas Backous, presidente do comitê de audição da Academia Americana de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço (AAO-HNSF) e diretor de cirurgia auditiva e da base do crânio no Instituto Sueco de Neurociência, em Seattle.

A cera de ouvido ajuda a afastar a poeira e sujeira de nossos tímpanos e também exerce papéis antibacterianos e de lubrificação. E, em uma das muitas maravilhas do corpo humano, nossos ouvidos se limpam sozinhos, basicamente. Quando a cera seca, cada movimento do maxilar, seja pela mastigação de alimentos ou pela conversa com amigos, ajuda a trazer a cera velha para fora pela abertura da orelha (como se ela estivesse andando numa escada rolante, diz Backous).

O problema é que pensamos que somos mais inteligentes que os sistemas corporais que existem desde o raiar dos tempos. Assim, começamos a futucar em nossos ouvidos carregados de cerume. Sim, um cotonete parece uma coisa muito pequena, mas o que ele faz na realidade é empurrar a cera de ouvido para mais fundo no ouvido (depois de empurrá-la para fora da escada rolante), onde ela fica presa em partes que não se limpam sozinhas, diz o médico.

O cerume preso nessas partes também leva para dentro os fungos, bactérias e vírus acumulados no ouvido externo, potencialmente causando dor e infecções, diz Backous.

Empurrar a cera para dentro também pode bloquear o canal auditivo, levando à perda de audição ou, se você a empurrar ainda mais fundo, à ruptura do tímpano – algo que, a acreditar naquele capítulo de “Girls” em que isso é visto, parece ser doloroso ao extremo.

Todos os anos cerca de 12 milhões de americanos vão ao médico com “cerume excessivo ou impactado” – uma maneira estranha de dizer que estão com problemas sérios de cera de ouvido. Essas consultas todas levam a 8 milhões anuais de procedimentos de retirada de cerume realizados por profissionais médicos (ou seja, não pelo especialista em cone chinês do salão da esquina), segundo a AAO-HNSF.

Os ouvidos só precisam realmente ser limpos, mesmo por um profissional médico, se você sentir que estão cheios ou se notar mudanças em sua audição que possam ser relacionadas a um acúmulo de cera. A AAO-HNSF acha tão importante destacar que não se devem enfiar cotonetes nos ouvidos que divulgou uma declaração oficial de posição a esse respeito, voltada a médicos e pacientes. Mesmo o site da Q-Tips, possivelmente a marca mais comprada de cotonetes, avisa que o produto só deve ser usado “em volta do ouvido externo, sem penetrar no canal auditivo”.

Sim, sabemos o que você está pensando enquanto faz essa expressão de asco: você não pode abrir mão de limpar os ouvidos. Bom, diz Backous, isso é apenas porque criou um ciclo vicioso de “sentir coceira e coçar”. Quanto mais você esfrega a pele das orelhas, mais histamina é liberada, e ela, por sua vez, deixa a pele irritada e inflamada, do mesmo modo que uma picada de mosquito coça mais quanto mais você a coçar. Além disso, como o cerume é lubrificante, sua remoção deixa os ouvidos mais ressecados, o que a levará a continuar a enfiar cotonetes neles, num esforço equivocado para encontrar alívio.

Para quem não consegue deixar seus ouvidos em paz, Backous recomenda um pouco de irrigação caseira. Algumas gotas em cada ouvido de uma mistura feita de uma parte de vinagre branco, uma parte de álcool cirúrgico e uma parte água da torneira na temperatura do corpo devem resolver (o médico avisa que se a mistura estiver quente ou fria demais, você pode sentir tontura). Em última análise, contudo, diz Backous, “não é bom colocar nada dentro do ouvido”.