As coisas que acontecem no mundo só acontecem por haver apoio da maioria. O nosso planeta passa, nesse momento, por uma guerra atroz entre Rússia e Ucrânia, que continua envolvendo cada vez mais as nações super armadas do planeta. Digo aos que me rodeiam que estamos vivendo a guerra mundial tão triste e esperada, a qual prossegue sendo alimentada por grande número de armamentistas e intolerantes que não conseguem enxergar os danos que vêm causando. Hoje não existem mais nações irmãs, pois, no passado, quando uma nação começava a dar cascudos na outra, logo outra irmã se aproximava e a convidava para um aperto de mãos, findando a intolerância mútua.São muitas as razões das guerras, sejam motivos políticos, ideológicos ou financeiros. Se o ser humano portasse a índole da calma, o planeta não estaria da maneira que nos mostram a TV, nos jornais e na internet. Onde a maior parte das pessoas buscam a calma, evidentemente que o ambiente será bem mais favorável à estabilidade e ao equilíbrio. Muitos de nós ficamos tristes com esses países irmãos lançando bombas uns contra os outros. Esse é o cúmulo da intolerância, pois possuem a cultura semelhante, a língua é a mesma e a vivência dos cidadãos segue quase igual. Muitas famílias dividem a angústia, pois há parentes vivendo em ambos os países. Digo que essa guerra se torna cada dia mais triste, pois predomina a psicopatia dos líderes apoiados por grande parte da população. Muitos apoiam seus líderes sem entender o motivo da guerra, e nem se importam em como dar fim a esse projeto maligno. O que nos resta é aguardar o momento em que as grandes nações se unam e resolvam decretar trégua para o diálogo. Não vejo outra alternativa para esse encontro do século, quando se reunirão as maiores nações do mundo, mas entendo ser necessária uma intervenção de nossa parte, provocando o debate e rechaçando a continuação desses momentos aflitivos e dessa intolerância extrema que levou à guerra. Hairon H. de Freitas
E quanto mais nos espelhamos nas atitudes do outro, tanto mais cresce a nossa estima.
Tenho a crença de que existem pessoas que já nascem com afeto de uma para com a outra, no entanto, as vezes pessoas de mesmo sangue, não conseguem uma boa convivência.
A resposta pode estar num passado distante, em outras vidas.
Muitas vezes pessoas que não possuem uma sintonia semelhante, pessoas que eticamente pensam muito diferente, não conseguem uma boa convivência, ou melhor, uma convivência harmoniosa.
O afeto pode nascer e desenvolver em pessoas difíceis, mas a sua permanência será colocada em teste todas as vezes que o egoísmo bater à porta, já que o afeto é um braço do amor e este emana brandura e renúncia.
A intenção é que tenhamos uma vida afetuosa, desde que desenvolvamos a nossa consciência para ter saúde no corpo e na mente.
Produzir boas energias é ter saúde.
Foi-se o tempo da raiva, da amargura, do pesar e da discórdia por qualquer coisa.
É importante que espiritualistas, filósofos e pessoas que se interessem pelo meio social, não caiam mais na cilada das provocações, naturais aos que ainda não despertaram.
O afeto precisa ser experimentado diariamente em casa, no trabalho, no trânsito e conosco mesmo.
Jamais nos desrespeitemos com a falta do auto afeto, pois nós precisamos fazer o bem a nós mesmos, para, depois, entendê-lo e leva-lo aos outros.
Não sou historiador, mas, em meu pensamento, é como se passasse um filme que tivesse sido produzido no Brasil, nos últimos quatro anos.
Fico abismado ao perceber tantos seres sintonizados fanaticamente em uma só pessoa que delas consegue tragar as melhores energias, substituindo-as por: raiva, desprezo e ódio.
Parece ser uma espécie de fascinação ditada por uma mente e endossada por outras mentes, as quais acabam por contaminar todos que por elas são tocados.
Foram 4 anos de terrorismo diário, disseminado, pelo então chefe de estado brasileiro, para todos os continentes. Democratas não vislumbram golpes à democracia, em qualquer que seja o país, além do que, é sabido que todo golpe promove subjugação, principalmente dos mais pobres. Era um dia após o outro e ficávamos esperando a nova bravata que surgiria, a nova fake news que seria carreada pelo gabinete do ódio.
Foram dias de indignação e terror, já que a intenção do chefe de estado era desmoralizar o Supremo Tribunal Federal, ente responsável, constitucionalmente, pela guarda da Constituição Federal, preparando o caminho para que ele vestisse a roupa de ditador.
Felizmente, um corajoso ministro se fez presente, valendo de seus conhecimentos e de sua disposição para encarar toda a turba enlouquecida que brotava da destruição da moral e cívica tão incompreendida pelo povo.
Promoveram, a mando do escritório do ódio, o crescimento do fanatismo e da cegueira religiosa, o materialismo, a inversão de valores e o desencontro de muitas famílias.
Como pode acontecer de irmão ficar contra irmão, pai contra filha ou filho, simplesmente por uma doutrina maluca que só teve como intenção um golpe de poder em nosso país?
Não consigo encontrar explicação a não ser no apocalipse, na psicologia de Freud ou nas historias das mil e uma noites. Só sei que, em 8 de janeiro de 2023, a loucura tomou forma nos atos insanos de pessoas controladas e raivosas, que se puseram a destruir toda a representação popular construída ao longo de décadas, e a custo de muita determinação e esforço, por pessoas que sofreram na pele ao acreditarem num país democrático e livre.
Foram dias difíceis os da ditadura. Agora, assistimos ao retorno de desavisados que querem resolver qualquer dificuldade utilizando o ódio como ferramenta principal. Já conhecemos que, somente o diálogo, com respeito ao outro e às leis, pode ter êxito na promoção do entendimento entre as partes. Fora disso, é o que assistimos entre Rússia e Ucrânia, a triste destruição de um país e a separação dos povos e das famílias.
Não queiramos chegar a esse ponto, pois nesse momento as pessoas não se reconhecerão como parte do mesmo país. Serão pessoas que encontrarão nas cores os seus inimigos naturais.
Ainda não estamos livres desses políticos e pessoas promotoras do ódio, ou das inversões de valores, mas a democracia cresceu com a maioria, e as instituições que tutelam o regime penal também cresceram com o entendimento de suas tarefas junto ao povo brasileiro.
Fiquemos atentos à proteção de nossa Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.
No mundo espiritual não existe a palavra mal, mas sim desequilíbrio. Toda vez que alguém deseja o mal de outra pessoa, que chega ao ponto de fazer um pedido pelo sofrimento daquela pessoa, podemos dizer que isso é uma invocação. O desejo chega a tal ponto que provoca o desequilíbrio. Logo após, vem o adoecimento pela constante vivência escura, alimentada pelo lado sombrio. É nesse momento que acontece a queda moral e física.
Certa vez perguntaram a Chico Xavier se ele tinha medo de alguma coisa. Chico respondeu: “eu tenho pavor”. Então perguntaram: “De que? De Morrer?” Ao que ele respondeu: “Não, eu tenho pavor da fera que ainda habita dentro de mim”.
O que vem a ser essa fera, senão o lado sombrio que precisa ser encarado e trabalhado intimamente, e que reside dentro daquele quartinho mais escuro e confuso que existe?
Habitualmente, muitos preferem encarar o dia a dia: muito trabalho do lado de fora, muito apego, muito medo, muita coisa material, como: carro, celular, produtos eletrônicos, computadores, etc.
Habitualmente poucos preferem encarar o dia a dia, incluindo o trabalho interior, que vigia as emoções confusas, os medos desmedidos, a raiva extrema, a volúpia insipiente, etc.
O resultado está na escolha.
O ser humano, em sua busca interior, revoga atitudes inumeráveis, construídas num passado longínquo ou recente.
A criança, quando começa sentir vergonha da birra, dá um passo na evolução da compreensão de que essa atitude tem o mesmo papel da agressão que exige, merecendo ou não, o objeto do desejo.
Assim vivem os que preferem conferir dia a dia as suas emoções, analisando-as e reconhecendo as suas consequências.
Fato é, que poucos pensam em burilar seus pensamentos e suas emoções. Agem diariamente baseados nos instintos, construídos em estágios anteriores, mas que precisam ser trabalhados na Luz da consciência.
Essa Luz transformadora nos foi apresentada pelos grandes Mestres, principalmente por Jesus, quando despertou a humanidade para o Amor, e esse vem a ser o motivo mais nobre de viver.
Elevo meu pensamento a Deus para falar aos irmãos.
Meu Deus! Nesse momento conturbado pelo qual estamos passando aqui na Terra, especialmente na terra do Cruzeiro.
Estamos, Senhor, cheios da vontade de estar com os nossos braços erguidos ao mais alto, para podermos agradecer o Vosso amor que esteve entre nós há mais de dois mil anos.
Estamos aqui, Senhor, com os braços abertos para receber a Vossa misericórdia que, com tão grande amor, nos trouxestes a maior lição de todas, que é a de amar os nossos irmãos.
Nós estamos hoje aqui, Senhor, meio confusos e brigões, estamos aturdidos e perdidos, pois esquecemos da Vossa luz e, ao apartarmos de Ti, esquecemos de nós mesmos e esquecemos do próximo.
Senhor Jesus, misericordioso amigo, estamos aqui com o coração medroso, raivoso, e, muitas vezes, agindo contra o bem, sem percebermos.
Senhor Jesus, amigo dos amigos, estamos precisando de muito amor no nosso planeta, estamos precisando aprender a perdoar, estamos precisando aprender, principalmente, a tolerar o nosso próximo.
Senhor Jesus, estamos em verdadeiras contendas, estamos, a todo instante, desejando o mal do próximo, estamos com raiva e praticando muita coisa ruim em nome de uma religião/politica.
Senhor Jesus, misericordioso amigo, nesse momento eu reconheço o quão preciso me amparar no Vosso infinito amor, na bondade e na alegria.
Senhor Jesus, eu reconheço tudo isso, mas jamais terei paz se não me reconciliar com o meu próximo, com meu irmão que conheço, ou que não tive a oportunidade de conhecer.
Senhor Jesus, peço-vos que abençoe o nosso Brasil, que abençoe o nosso planeta, que abençoe com o Vosso amor infinito a todos os que não se entendem e que falam línguas diferentes; que, na verdade, estão sempre divergindo com o outro, mas, apenas procurando conhecer a si próprio.
Senhor Jesus, pedimos que a Vossa falange de luz possa estar nesse momento abençoando a quem se dispõe a movimentar na direção de seu irmão, seja para abençoar, seja para ajudar, seja para esclarecer. E, aqueles outros que querem somente agredir, Senhor, que a Vossa intercessão amorosa permita que um anjo da paz ilumine os pensamentos deles para o melhor de Vosso amor.
Vivemos momentos que se mostram estranhos e, até certo ponto, desmoronadores de éticas e moralidades que não se firmaram ao longo do tempo.
O errado parece certo e o negacionismo invadiu lares, forçando conceitos e situações inaceitáveis, pronunciadas por pessoas irracionais, mas aceitas por outras totalmente dominadas pelo medo, pela incerteza da fé e totalmente fragilizadas em razão de uma crença fundamentada por especuladores e aproveitadores.
A ignorância bate forte e presente em uma população perdida e iludida.
Não é de fácil mudança esse quadro desolador, já que a maioria se põe de olhos fechados nas garras desses corruptores.
O mundo está tendo transformada a sua consciência social. Eventos retrógrados põem à prova o caráter dos que ainda acreditam nas ações bem estabelecidas pelos pensadores e pelos grandes mestres.
Hoje apresentamos o lindíssimo poema de Maria Dolores que nos põe a refletir na infinita bondade de nosso Pai. Deus que nos permite subtrair a culpa de nosso coração, por maior que seja; Deus que nos mostra o caminho da redenção e da corrigenda de nossos erros, que sempre cometemos em nossa vida; Deus que nos permite crescer no amor com o mais profundo autoperdão. Deixemos invadir o nosso coração com a sensibilidade do Mestre do amor infinito, Nosso Senhor Jesus Cristo.
RETRATO DE MÃE – Maria Dolores / Chico Xavier, do livro “Momentos de Ouro”
Depois de muito tempo,
sobre os quadros sombrios do calvário.
Judas, cego no além, errava solitário…
Era triste a paisagem, o céu era nevoento…
Cansado de remorso e sofrimento,
Sentara-se a chorar…
Nisso, nobre mulher de planos superiores,
Nimbada de celestes esplendores,
Que ele não conseguia divisar,
Chega e afaga a cabeça do infeliz.
Em seguida, num tom de carinho profundo,
Quase que em oração ela diz:
– Meu filho, porque choras?
Acaso não sabeis? – replica o interpelado,
Claramente agressivo.
Sou um morto e estou vivo.
Matei-me e novamente estou de pé,
Sem consolo, sem lar, sem amor e sem fé…
Não ouvistes falar em Judas, o traidor?
Sou eu que aniquilei a vida do Senhor…
A princípio, julguei poder fazê-lo rei,
Mas apenas lhe impus, sacrifício, martírio, sangue e cruz.