DIÁRIO CABOFRIENSE: OS CICLOS DA VIDA

Por: Luciana G. Rugani
Minha coluna de hoje no jornal “Diário Cabofriense”. Abaixo da foto, segue o texto para mais fácil leitura:

cantinho

Há poucos dias entramos no inverno, estação que, no Brasil, devido às variações de nosso clima que a cada ano tornam-se mais frequentes, nem sempre corresponde ao tempo mais frio, pois não são poucas as vezes em que o frio mais forte se dá no outono.

O inverno na natureza significa o tempo de recolhimento. É quando alguns animais hibernam; é a época em que, segundo os conhecedores da agricultura, a seiva das plantas desce para a raiz, sendo por isso o tempo mais propício para a poda e é quando as noites (repouso) se tornam maiores que o dia (ação).

Em nosso corpo não é diferente. É quando diminui a circulação sanguínea nos membros, para priorizar o os órgãos principais, tendo o coração que fazer maior esforço para manter a circulação em todo o corpo. Daí a necessidade de mantermos aquecidos os braços e pernas para poupar nosso sistema cardíaco, e daí também o fato de ser maior o índice de problemas cardíacos no inverno.

É a natureza desacelerando, e impondo o ritmo de recolhimento em todos os seus reinos. Ainda que a racionalidade do ser humano o torne um ser adaptável às mais diversas condições, ele está subordinado à lei maior natural que, de forma cíclica, mantém o equilíbrio que propicia a vida na Terra. No inverno, a energia é armazenada, para que na primavera aconteça o desabrochar, e o ápice se dê no verão, com o recolhimento dos frutos. E assim o ciclo se repete ano a ano.

Na natureza tudo é cíclico, até mesmo no macrocosmo. Dizem alguns cientistas que o universo passa por ciclos de retração e expansão, sendo bilhões de anos de retração e bilhões de anos em expansão. A lei é a mesma, tanto no macro como no microcosmo.

E não poderia ser diferente em nossas vidas, afinal de contas fazemos parte deste mesmo sistema natural. Percebemos isso em nosso corpo físico, através das nossas faixas etárias, como também o percebemos em nosso viver. Quantas vezes nos vemos de vento em popa, nossos dias passam acelerados, nossas tarefas e realizações diárias vão acontecendo, e de repente nos chega uma situação de freio, um limite, que nos impele a uma pausa para tomarmos fôlego e posteriormente recomeçar? E se não aceitamos esse limite, se não aceitamos essa pausa para uma reflexão e um retomar de forças, aí é que a coisa fica feia mesmo e o problema se agrava. E isso se dá tanto em nossa vida enquanto indivíduos como também enquanto sociedade, e até mesmo enquanto nação.

A própria crise econômica de um país é fruto de todo um sistema onde, se olharmos mais a fundo, a mesma lei da natureza se aplica, exigindo do homem estudos e manobras de controle e administração para que a situação não se descontrole. Vejamos por exemplo: se temos mais desenvolvimento, mais dinheiro circulando, mais compras, maior endividamento, menos poupança = inflação. E com a inflação temos preços mais altos, poder de compra diminuído, queda de vendas, desemprego, recessão. Ou seja, do ponto mais alto ao mais baixo do gráfico = expansão-retração.

Por isso a compreensão se faz cada vez mais urgente. Compreendermos que há um tempo para cada fase, e não uma única fase para todo o tempo. Cada fase é passageira, não é eterna. Se vivemos atualmente um período de crise ou dificuldade, é porque é chegado o tempo do recolhimento e da reflexão, da utilização desse tempo no autoaprimoramento, na mudança e no melhoramento interior para que a melhor solução seja encontrada e a caminhada recomeçada.

É importante sabemos ler a pauta da vida e nos adequarmos ao seu compasso para fazermos dela uma melhor melodia. Se aceitarmos essa verdade com paciência e serenidade, sabendo que o recolhimento não significa acomodação (muito pelo contrário, pois é um tempo de intenso trabalho interno para obtenção de energia e de busca de soluções), lá na frente poderemos colher frutos mais saudáveis e viver um desenvolvimento verdadeiro, mais pé no chão, alicerçado em bases mais seguras e, portanto, definitivo. E isso vale tanto para o desenvolvimento individual quanto de uma sociedade.

Reflitamos!

Luciana G. Rugani

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Eternidade – Chico Xavier

Deixo este hoje no meu Blog, mais uma linda sabedoria que nos ajudará em nossa caminhada, se assim quisermos entendê-la e aceitá-la:

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“O que eu tenho não me pertence embora faça parte de mim. Tudo o que sou me foi um dia emprestado pelo Criador, para que eu possa dividir com aqueles que entram na minha vida.

Ninguém cruza nosso caminho por acaso e nós não entramos na vida de alguém sem alguma razão. Há muito o que dar e o que receber; experiências boas ou negativas.

É isso, tente ver as coisas negativas que acontecem com você como algo que acontece por uma razão precisa. E não se lamente pelo ocorrido, além de não servir de nada reclamar, isso vai lhe vendar os olhos para continuar o seu caminho.

Quando não conseguimos tirar da cabeça que alguém nos feriu, estamos somente reavivando a ferida, tornando-a muitas vezes bem maior do que era no início.

Nem sempre as pessoas nos ferem voluntariamente. Muitas vezes somos nós que nos sentimos feridos e a pessoa nem mesmo percebeu; e nos sentimos decepcionados porque aquela pessoa não correspondeu às nossas expectativas.

As nossas expectativas!!!

E sabemos lá quais eram as suas expectativas? Nós tanto nos decepcionamos quanto decepcionamos os outros. Mas, claro, é bem mais fácil pensar nas coisas que nos atingem.

Quando alguém lhe disser que o magoou sem intenção, acredite nela. Vai lhe fazer bem, assim, talvez ela possa entender quando você, sinceramente, disser que “foi sem querer”.

Dê de você mesmo o quanto puder!

Sabe, quando você se for, a única coisa que vai deixar é a lembrança do que fez aqui.

Seja bom, tente dar sempre o primeiro passo, nunca negue uma ajuda ao seu alcance, perdoe e dê de você mesmo.

Seja uma Benção!

Deus não vem em pessoa para abençoar. Ele usa os que estão aqui dispostos a cumprir essa missão.

Todos nós podemos ser anjos. A eternidade está nas mãos de todos nós.

Viva de maneira que quando você se for, muito de você ainda fique naqueles que tiveram a boa ventura de encontrá-lo!”

Texto: Eternidade de Chico Xavier.

Casa de barro?

O destino é escrito por nossas mãos.
O que temos recebido de bom ou ruim retrata especialmente o que projetamos na vida, seja por nossos sentimentos, ações ou pensamentos.
Não esquecer das lições básicas, que justificam o amadurecimento espiritual é crescer com mais equilíbrio e com menos sofrimento.
Ser bom já é um inicio.

Hairon H. de Freitas

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