Quer viver mais? Coma menos – Deu na Veja:

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade do Sul da Califórnia mostrou que cortar entre 34% e 54% das calorias consumidas normalmente ajuda a retardar o envelhecimento.

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Seguir ocasionalmente uma dieta de baixa caloria que imita o jejum mostrou-se efetivo reduzir os fatores de risco relacionados ao envelhecimento, diabetes, doenças cardiovasculares e câncer
Seguir ocasionalmente uma dieta de baixa caloria que imita o jejum mostrou-se efetivo reduzir os fatores de risco relacionados ao envelhecimento, diabetes, doenças cardiovasculares e câncer
Comer menos pode ajudar a viver mais. É o que diz um estudo publicado recentemente no periódico científico Cell Metabolis. No trabalho, os pesquisadores observaram o impacto do chamado “quase jejum” sobre o envelhecimento. Os resultados mostraram que cortar calorias ocasionalmente melhora a saúde, principalmente em aspectos que tendem a piorar com a idade. A dieta fortalece o sistema imunológico, o sistema nervoso, reduzindo, assim, os fatores de risco para várias doenças, incluindo o câncer.

Os participantes se submeteram a ciclos de cinco dias de restrição calórica por mês, durante três meses. A dieta dos dias de jejum continha entre 34% e 54% das calorias consumidas normalmente. Isso corresponde a cerca de 750 e 1050 calorias diárias. Tal comportamento alimentar reduziu a quantidade do hormônio de crescimento IGF-1 que, embora seja importante para o desenvolvimento, pode estimular o envelhecimento.

“Muitos podem se benerficiar com essa dieta, não só obesos”, disse Valter Longo, principal autor do estudo e diretor do Instituto de Longevidade Universidade do Sul da Califórnia, à revista Time. Pessoas com glicemia de jejum elevada e um histórico familiar de câncer, por exemplo.

Os autores ressaltam a importância de consultar um médico ou um nutricionista antes de iniciar uma dieta como essa.

(Da redação)

1. Case-se

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Casar-se, ou simplesmente ter um companheiro ao longo da vida, pode acrescentar anos à vida de uma pessoa. Um estudo feito na Universidade Duke, nos Estados Unidos, com 4 800 pessoas descobriu que adultos solteiros correm um maior risco de morte prematura e, portanto, são menos propensos a chegar à terceira idade do que aqueles que vivem com um companheiro. Na pesquisa, as pessoas que nunca haviam se casado tiveram mais do que o dobro do risco de morrer precocemente do que as que viviam com um parceiro. Essa chance foi 60% maior entre aquelas que já tinham sido casadas alguma vez na vida.

2. Beba café, mas com moderação

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Ingerir três xícaras de café todos os dias é suficiente para prolongar a vida de pessoas com mais de 50 anos. Um estudo do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos descobriu que essa quantidade da bebida é capaz de reduzir em 10% o risco de mortalidade em um período de doze anos nesse público. Além disso, outras pesquisas já associaram o café à proteção contra doenças como câncer de pele e derrame. Isso não quer dizer, porém, que as pessoas devam exagerar no café: a mesma pesquisa americana encontrou uma relação entre o excesso de cafeína e um maior risco de câncer entre homens.

3. Saia do sedentarismo

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Muitas pesquisas já comprovaram que exercitar-se é um dos caminhos para viver mais. Um estudo dinamarquês de 2012, por exemplo, concluiu que a corrida leve pode aumentar a longevidade em até seis anos. Já uma pesquisa americana publicada no mesmo ano mostrou que atividades físicas de lazer, como caminhar ou pedalar no parque, é capaz de acrescentar até 4,5 anos na expectativa de vida de alguém. Os prejuízos do sedentarismo, no entanto, não são evitados apenas com os exercícios, mas também com a redução do tempo em que uma passa sentada em frente à televisão ou ao computador. Um estudo feito na Austrália e publicado em 2012 provou que o sedentarismo não só provoca doenças, como encurta a vida. A pesquisa avaliou 200 000 pessoas acima de 45 anos e descobriu que as que permaneciam sentadas por mais tempo tinham duas vezes mais chance de morrer em um período de três anos do que aquelas que ficavam sentadas por menos tempo ao longo do dia.

4. Inclua peixe no cardápio

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Um estudo da Universidade Harvard descobriu que pessoas com mais de 65 anos que desejam ter uma vida mais longa podem começar por incluir peixe no cardápio com maior frequência. O alimento, especialmente tipos como a sardinha, o salmão e o atum, é rico ômega-3, nutriente que já foi associado a benefícios à saúde cardiovascular. A pesquisa americana acompanhou 2 700 pessoas com 65 anos ou mais ao longo de 12 anos e concluiu que aquelas que apresentavam os maiores níveis de ômega-3 no organismo viviam, em média, 2,2 anos a mais do que quem nunca consumia o nutriente. A recomendação dos pesquisadores é o consumo de no mínimo duas porções por semana de peixes ricos em ômega-3.

5. Mesmo na velhice, adote um estilo de vida saudável

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Muitas pessoas podem pensar que uma maior longevidade se conquista com hábitos saudáveis seguidos ao longo da vida toda, mas uma pesquisa feita na Suécia concluiu que adotar um estilo de vida saudável já na velhice também contribui nesse sentido. O estudo analisou, ao longo de 18 anos, a sobrevivência de 1 800 idosos com mais de 75 anos e descobriu que não fumar, não beber em excesso e praticar exercícios pode aumentar em até cinco anos a longevidade, mesmo entre aqueles que têm alguma doença crônica.

6. Consuma nozes todos os dias

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Pesquisadores da Universidade Harvard chegaram à conclusão de que pessoas que comem nozes, amêndoas, castanhas, avelãs e outras oleaginosas todos os dias desfrutam de uma melhor qualidade de vida e tendem a viver por mais tempo. Em um estudo publicado em 2013, eles acompanharam cerca de 120 000 indivíduos ao longo de trinta anos e descobriram que, durante esse tempo, o risco de morrer foi 20% menor entre quem comia mais oleaginosas do que aqueles que nunca as consumiam. As oleaginosas contêm gorduras saudáveis e são ricas em fibras e proteínas, o que retarda a absorção do alimento e diminui o apetite. Por isso, seu consumo está associado a uma melhor alimentação e controle do peso, fatores benéficos à saúde em geral.

7. Coma mais vegetais e menos carne vermelha

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Um dos segredos da longevidade pode estar em seguir uma conhecida recomendação dos médicos: comer pelo menos cinco porções de frutas e vegetais todos os dias. Um estudo sueco publicado em 2013 acompanhou mais de 70 000 adultos durante 13 anos e descobriu que quem segue essa recomendação vive, em média, três anos a mais do que quem nunca consome frutas e vegetais. Além disso, segundo uma pesquisa da universidade americana Loma Linda, o risco de morte dentro de um período de seis anos chega a ser 12% menor entre vegetarianos em comparação com quem come carne. O consumo de carne vermelha por si só já foi associado a uma chance até 20% mais elevada de mortalidade. A conclusão faz parte de trabalho da Universidade Harvard publicado em 2012.

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Site Veja: http://veja.abril.com.br/saude/quer-viver-mais-coma-menos/

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DIÁRIO CABOFRIENSE: A QUESTÃO DO VOTO IMPRESSO

Por: Luciana G. Rugani do blog http://www.cantinhodasideias.com.br
No dia 29 passado, a presidente Dilma sancionou com vetos o que ficou chamado de “minirreforma política”. Trata-se do projeto de lei que deu origem à lei federal 13.165/2015, que trouxe alterações à legislação eleitoral, inclusive à lei 9504/1997, que regulamenta as eleições. Entre os vetos, temos a questão da permissão de doação de empresas para campanhas eleitorais e a obrigação do voto impresso.

Essa discussão sobre voto impresso é antiga. Há muitos anos que técnicos de informática e especialistas em urnas eletrônicas vêm alertando para a importância desse assunto, mas o sistema brasileiro pela terceira vez insiste em recusar a impressão do voto. No mundo inteiro, onde se usa máquina de votar (votação eletrônica) há o voto impresso. Em todos os países onde há votação eletrônica há impressão do voto, menos no Brasil. Em 2002 foi aprovada lei que obrigava o uso do voto impresso. Mas foi revogada em 2003, a pedido do TSE, que alegava possíveis problemas como atolamento de papel e consequente demora na votação. Em 2009 voltou a ser aprovada, mas foi declarada inconstitucional pelo TSE, que alegou o equivocado argumento de que o voto impresso violaria o sigilo do voto. E agora foi vetada pela presidente, a pedido do TSE, sob o argumento de que haveria um alto custo de 1,8 bilhão de reais. O curioso é que o mesmo TSE que solicitou à presidente que vetasse a questão é o mesmo que julgará o processo judicial de anulação da candidatura da presidente, aberto por um partido de oposição.

Na eleição com voto impresso, o eleitor não leva nenhum comprovante do voto. O voto é impresso em aparelho próprio que permite sua visualização pelo eleitor, que, então, confirma seu voto. Em seguida, o voto vai automaticamente para urna própria e lacrada, sem nenhum contato manual do eleitor. O voto impresso serve como um registro do voto, o que não acontece hoje. No nosso sistema, o voto vai direto para o arquivo de registro digital, sem o eleitor saber se o que lá está sendo gravado é realmente o seu voto. A justiça eleitoral não permite que o próprio eleitor veja o que foi gravado como sendo seu voto. Presume-se que todos que trabalham com o sistema eletrônico internamente sejam sujeitos honestos e incorrompíveis, perfeitos, o que sabemos ser impossível de se garantir. Com o voto impresso, os partidos teriam a possibilidade de fazerem uma auditoria contábil real no resultado eleitoral, e o TSE, como administrador eleitoral, mais uma vez posicionou-se contra a questão.

Quanto ao argumento de que haverá alto custo, não foi apresentado nenhum estudo que o comprove. Já especialistas em urnas eletrônicas apresentaram estudo que refuta o alto custo argumentado pelo TSE e comprova que o custo ficaria, na verdade, 15 vezes menos que a estimativa do TSE.

São muitos os relatos sobre fraudes envolvendo urnas eletrônicas. Somente o Brasil e a Índia persistiam usando urnas eletrônicas de 1ª geração (que não utilizam o voto impresso). A ÍndiaDIÁRIO CABOFRIENSE: A QUESTÃO DO VOTO IMPRESSO, em 2014, migrou para o voto impresso, sendo o Brasil, atualmente, o único país que possui voto eletrônico sem voto impresso. Os especialistas em urnas eletrônicas entendem que pode ser que a questão do voto impresso não seja vista com bons olhos pelo TSE por ser este órgão acumulador das funções de administrar, regulamentar, fiscalizar e julgar, e, de certa forma, aprovar o voto impresso soaria, para o tribunal, como um atestado de que há falhas na execução de suas funções. Esse acúmulo de funções em um só órgão acaba prejudicando a transparência do sistema eletrônico.

É lamentável que em nosso país não seja dada a importância merecida a essa questão tão relevante para uma democracia e que nossa população siga em seu silêncio e inércia sepulcrais. Já passa da hora de acordar e repudiar com veemência os pequenos golpes diários dos governantes e agentes políticos em geral contra nossa democracia.unnamed

Pensamento.

“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.”
Senado Federal. Rio de Janeiro, DF
Obras Completas de Rui Barbosa.

Incrível Rui Barbosa ter dito isto há mais de 100 anos e o mais incrível ainda é ver que a natureza humana pouco mudou, e em alguns aspectos a cara de pau até aumentou, pois hoje vemos a dança dos poderes que acontece às claras na política do Brasil e nas empresas, e ficamos aturdidos pelo impacto gerado em nossos princípios.
No mundo que vivemos, algumas pessoas entendem e até acreditam que subornar e corromper são partes integrantes do sistema e que estes existem para serem aplicados em nosso dia a dia. Acreditam ainda que a religião é um mero meio de pedir a Deus que facilite a vida cada vez mais, nos assaltos e nas corrupções diárias, nas truculências e nas atitudes déspotas.

Em Mateus 24 12 o apóstolo relata a fala de Jesus: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará.”

Jesus profetizou e Mateus no capítulo 24 escreveu a sua fala donde mostra a atitude do homem que esfria o seu coração por acreditar no erro e na mentira sobre o bem viver.
Viver é desenvolver uma historia que pode ser bonita e que pode ser imaginada e analisada perscrutando através do passado, da historia e dos livros que lemos.
Rui Barbosa a meu ver esteva desgostoso com tudo o que via no senado, até então instalado no Rio de Janeiro. Ele na sua decepção escreveu as palavras acima que ficaram impressas na história de nosso querido Brasil.
O Brasil não é o que vemos na atualidade, mas o Brasil é aquilo que poderá ser, se pusermos nossas mãos na habilidade de fazer o bem, propiciando o automatismo de repetir com boa vontade as melhores atitudes de um homem íntegro e honesto.
Jesus derrotou a atitude hipócrita e parecia ficar mesmo com raiva de ver tais procedimentos infantis e desprezíveis dominando o orbe daquele tempo.
Homens no templo que vendiam e desprezavam o que de mais sagrado pode haver em nosso coração humano, que é a presença de Deus.
Nós, brasileiros que somos, não podemos desacreditar da melhora em nossa política e em nosso sistema que legisla e aplica as leis, pois o Brasil é a nossa casa que está sendo construída e como está atualmente cheia de crianças e adolescentes que pintam e bordam, agindo de forma inadequada, o que podemos fazer é corrigi-los adotando os critérios legítimos, pois a impunidade só faz com que a repetição seja uma constante.
Avante Brasileiros que acreditam na verdade e não se fazem de egoístas e medrosos admitindo que podem modificar seus hábitos perniciosos, observando e adotando a prática de esquentar o coração com muito amor.

Hairon H. de Freitas.

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DIÁRIO CABOFRIENSE: OS CICLOS DA VIDA

Por: Luciana G. Rugani
Minha coluna de hoje no jornal “Diário Cabofriense”. Abaixo da foto, segue o texto para mais fácil leitura:

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Há poucos dias entramos no inverno, estação que, no Brasil, devido às variações de nosso clima que a cada ano tornam-se mais frequentes, nem sempre corresponde ao tempo mais frio, pois não são poucas as vezes em que o frio mais forte se dá no outono.

O inverno na natureza significa o tempo de recolhimento. É quando alguns animais hibernam; é a época em que, segundo os conhecedores da agricultura, a seiva das plantas desce para a raiz, sendo por isso o tempo mais propício para a poda e é quando as noites (repouso) se tornam maiores que o dia (ação).

Em nosso corpo não é diferente. É quando diminui a circulação sanguínea nos membros, para priorizar o os órgãos principais, tendo o coração que fazer maior esforço para manter a circulação em todo o corpo. Daí a necessidade de mantermos aquecidos os braços e pernas para poupar nosso sistema cardíaco, e daí também o fato de ser maior o índice de problemas cardíacos no inverno.

É a natureza desacelerando, e impondo o ritmo de recolhimento em todos os seus reinos. Ainda que a racionalidade do ser humano o torne um ser adaptável às mais diversas condições, ele está subordinado à lei maior natural que, de forma cíclica, mantém o equilíbrio que propicia a vida na Terra. No inverno, a energia é armazenada, para que na primavera aconteça o desabrochar, e o ápice se dê no verão, com o recolhimento dos frutos. E assim o ciclo se repete ano a ano.

Na natureza tudo é cíclico, até mesmo no macrocosmo. Dizem alguns cientistas que o universo passa por ciclos de retração e expansão, sendo bilhões de anos de retração e bilhões de anos em expansão. A lei é a mesma, tanto no macro como no microcosmo.

E não poderia ser diferente em nossas vidas, afinal de contas fazemos parte deste mesmo sistema natural. Percebemos isso em nosso corpo físico, através das nossas faixas etárias, como também o percebemos em nosso viver. Quantas vezes nos vemos de vento em popa, nossos dias passam acelerados, nossas tarefas e realizações diárias vão acontecendo, e de repente nos chega uma situação de freio, um limite, que nos impele a uma pausa para tomarmos fôlego e posteriormente recomeçar? E se não aceitamos esse limite, se não aceitamos essa pausa para uma reflexão e um retomar de forças, aí é que a coisa fica feia mesmo e o problema se agrava. E isso se dá tanto em nossa vida enquanto indivíduos como também enquanto sociedade, e até mesmo enquanto nação.

A própria crise econômica de um país é fruto de todo um sistema onde, se olharmos mais a fundo, a mesma lei da natureza se aplica, exigindo do homem estudos e manobras de controle e administração para que a situação não se descontrole. Vejamos por exemplo: se temos mais desenvolvimento, mais dinheiro circulando, mais compras, maior endividamento, menos poupança = inflação. E com a inflação temos preços mais altos, poder de compra diminuído, queda de vendas, desemprego, recessão. Ou seja, do ponto mais alto ao mais baixo do gráfico = expansão-retração.

Por isso a compreensão se faz cada vez mais urgente. Compreendermos que há um tempo para cada fase, e não uma única fase para todo o tempo. Cada fase é passageira, não é eterna. Se vivemos atualmente um período de crise ou dificuldade, é porque é chegado o tempo do recolhimento e da reflexão, da utilização desse tempo no autoaprimoramento, na mudança e no melhoramento interior para que a melhor solução seja encontrada e a caminhada recomeçada.

É importante sabemos ler a pauta da vida e nos adequarmos ao seu compasso para fazermos dela uma melhor melodia. Se aceitarmos essa verdade com paciência e serenidade, sabendo que o recolhimento não significa acomodação (muito pelo contrário, pois é um tempo de intenso trabalho interno para obtenção de energia e de busca de soluções), lá na frente poderemos colher frutos mais saudáveis e viver um desenvolvimento verdadeiro, mais pé no chão, alicerçado em bases mais seguras e, portanto, definitivo. E isso vale tanto para o desenvolvimento individual quanto de uma sociedade.

Reflitamos!

Luciana G. Rugani

Psicopatas do Cotidiano

Mais um texto excelente da coletânea de textos de nosso blog sobre como identificar uma personalidade psicopata ou com tendências psicopatas. Sedentos de domínio, de destaque a qualquer custo, gestos frios, palavras agressivas em bocas sorridentes (costumam usar e abusar da ironia em suas falas) ou belas palavras acompanhadas de gestos frios, uma aparência de anjo… mas alma de demônio. Na internet costumam se esconder por trás de diversos perfis, dialogar entre eles como se fossem pessoas diferentes, e formar um círculo falso de amizade e estima.
Você conhece alguém assim? Analise, aguce sua percepção, conte com o tempo nessa descoberta. Você vai ver que pode estar perto de uma mentalidade totalmente doentia, se afaste na primeira oportunidade!!========x=======x===========x===========x=============x================x============x==========

Robert Hare, um especialista mundial em psicopatologias, diz que há muitos psicopatas e não é fácil detetá-los. Falam como você, se vestem como você, parecem com você. Aliás, você pode ser psicopata e não saber. Poucos psicopatas sabem que são psicopatasMuitos são encantadores, divertidos; leva muito tempo até identificar essa perigosa desordem de personalidade.
Paul Babiak é um psicólogo, consultor de empresas preocupadas com o prejuízo causado por executivos e empregados psicopatas. Psicopatas podem subir nas empresas, até os cargos mais altos, mas é difícil vê-los como são: insinceros, arrogantes, muito manipuladores, insensíveis aos demais; se lixam com os pensamentos, emoções e dores alheias. Fazem alianças, mas apenas na medida em que os beneficiem. São logo descartadas. Acusam os demais por quaisquer problemas e seus próprios fracassos. Os demais são objetos.
Psicopatas podem causar muita dor. Muitos desviam dinheiro, dão desfalques e fraudes, mas poucos são detetados e presos antes de prejudicar muita gente. O escândalo da Enron é emblemático.O capitalismo selvagem tornou a detecção dos psicopatas mais difícil. Alguns dos comportamentos “típícos” foram incorporados pelo capitalismo do espírito (não se trata do espírito do capitalismo), pelo consumerismo. Num modelo que soma zero, se os valores materiais crescem, os humanos, religiosos e éticos decrescem.
A ampla aceitação da “Lei de Gerson” tornou mais difícil distinguir psicopatas de não-psicopatas.
Vários comportamentos passaram a ser iguais. O consumo é um vício que passou a ser a sua própria justificativa. Os símbolos políticos ruíram, alguns por obra de psicopatas, outros não. Os deputados do mensalão são psicopatas ou simples corruptos? O juiz Nicolau e Luiz Estevão o que são? Os milhares de funcionários públicos que recebem e não trabalham? E os que perseguiram Eduardo Jorge?
Quando a ética desaparece e a sociopatia deixa de ser um fenômeno individual para ser um traço social e cultural, o que define um psicopata? Os psicopatas “sub-clínicos” quase não se distinguem da maioria da população.

Psicopatas são atraídos pelo poder, não somente no sentido “macro”, mas no sentido micro também. Buscam chefias, diretorias, participação em conselhos, representante disso ou daquilo. Porém, são projetos de poder e não de realização de um programa nem de serviço a uma comunidade. Há psicopatas e narcisistas em posições que vão desde a presidência de países, governadores, presidentes de empresas, lideres de torcidas, presidentes de sindicatos, até síndicos e líderes de gangue.
O efeito cresce com o poder em suas mãos. Fritz Redlich é um médico que estuda as catástrofes provocadas pelos psicopatas que ocuparam o poder mais alto em diferentes países (como Hitler, Stalin, Slobodan Milosevic, Saddam Hussein, Adi Amin Dada). Até em níveis modestos, os psicopatas usam o poder para punir e perseguir muitas pessoas de maneira cruel porque não sentem pena nem remorso.Encontramos psicopatas em todos os lugares.

Você pode morar ao lado de um, morar com um, ou até ver um no espelho.

Fonte: http://psicopatasss.blogspot.com.br/2009/06/psicopatas-do-quoditiano.html

TEXTO DE DIVALDO FRANCO SOBRE O CLAMOR POLÍTICO DOS BRASILEIROS

Segue texto de autoria de Divaldo Franco publicado no Jornal A Tarde de hoje, 20/06/13, sobre as manifestações estudantis pelo Brasil.”Quando as injustiças sociais atingem o clímax e a indiferença dos governantes pelo povo que estorcega nas amarras das necessidades diárias, sob o açodar dos conflitos íntimos e do sofrimento que se generaliza, nas culturas democráticas, as massas correm às ruas e às praças das cidades para apresentar o seu clamor, para exigir respeito, para que sejam cumpridas as promessas eleitoreiras que lhe foram feitas…

Já não é mais possível amordaçar as pessoas, oprimindo-as e ameaçando-as com os instrumentos da agressividade policial e da indiferença pelas suas dores.

O ser humano da atualidade encontra-se inquieto em toda parte, recorrendo ao direito de ser respeitado e de ter ensejo de viver com o mínimo de dignidade.

Não há mais lugar na cultura moderna, para o absurdo de governos arbitrários, nem da aplicação dos recursos que são arrancados do povo para extravagâncias disfarçadas de necessárias, enquanto a educação, a saúde, o trabalho são escassos ou colocados em plano inferior.

A utilização de estatísticas falsas, adaptadas aos interesses dos administradores, não consegue aplacar a fome, iluminar a ignorância, auxiliar na libertação das doenças, ampliar o leque de trabalho digno em vez do assistencialismo que mascara os sofrimentos e abre espaço para o clamor que hoje explode no País e em diversas cidades do mundo.

É lamentável, porém, que pessoas inescrupulosas, arruaceiras, que vivem a soldo da anarquia e do desrespeito, aproveitem-se desses nobres movimentos e os transformem em festival de destruição.

Que, para esses inconsequentes, sejam aplicadas as corrigendas previstas pelas leis, mas que se preservem os direitos do cidadão para reclamar justiça e apoio nas suas reivindicações.

O povo, quando clama em sofrimento, não silencia sua voz, senão quando atendidas as suas justas reivindicações. Nesse sentido, cabe aos jovens, os cidadãos do futuro, a iniciativa de invectivar contra as infames condutas… porém, em ordem e em paz.”

* Divaldo Franco escreve às quintas-feiras, quinzenalmente.

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BRASILEIRA RETRATA NO EXTERIOR A REALIDADE DO BRASIL

DEU NO BLOG: http://www.carpediemluciana.com/2013/06/brasileira-retrata-no-exterior.html

O vídeo abaixo foi feito por uma brasileira que vive nos EUA e retrata a realidade brasileira que, em outros tempos, ficaria oculta dos países estrangeiros. É muito interessante ver a hipocrisia dos discursos contrastando com a realidade das imagens do que verdadeiramente vem acontecendo por aqui.
E vale ressaltar que não é de agora que tudo isso (corrupção, alta carga tributária, serviços essenciais precários, etc.) acontece. Há anos sofremos com os desmandos dos governos; com a carência e precariedade dos serviços públicos, apesar do alto volume de dinheiro que entra oriundo dos impostos; violência; etc. Precisamos estar atentos para não virarmos massa de manobra nas mãos dos membros de partidos A ou B interessados somente em trocar o poder fazendo-o voltar para suas mãos. Todos os partidos são responsáveis pelas mazelas brasileiras, a partir do momento em que utilizam os recursos da máquina pública como moeda de troca em seus acordos, fazendo da administração um meio de obter vantagens pessoais ou partidárias.
Assistam ao vídeo abaixo, e compartilhem! É muito importante divulgar a realidade em que vivem os brasileiros, para que caia por terra a fantasia de querer mostrar o que não se é, esconder a sujeira embaixo do tapete e assim, cada vez mais, empurrar a solução dos problemas fazendo com que o Brasil continue seguindo em seu eterno baile de máscaras.

Luciana G. Rugani