Acreditem, Aristóteles escreveu há 360 AC.

Dá pra gente perceber que o destino da humanidade é e sempre será o de ser feliz.

Admirável as palavras de Aristóteles há 360 AC, quanta sabedoria deixou para a humanidade e o quanto temos a disposição para a melhoria de nosso caráter e para a criação de novos hábitos.

Assim, evitarmos a violência contra quem quer que seja e contra nós mesmos é um princípio fundamental a ser perseguido em nosso dia a dia.

Aristóteles nos recomenda acalmar, para um melhor equilíbrio.

Aproveitem a lição deste grande mestre.

Hairon H. de Freitas.

aristoteles Revolução da Alma de Aristóteles.

“Ninguém é dono da sua felicidade, por isso não entregues a tua alegria,  a tua paz, a tua vida,

nas mãos de ninguém, absolutamente de ninguém.

 Somos livres, não pertencemos a ninguém e não podemos querer ser donos dos desejos, da vontade ou dos sonhos

de quem quer que seja.

 A razão da tua vida és tu mesmo.

A tua paz interior é a tua meta de vida.

Quando sentires um vazio na alma, quando acreditares que ainda está  faltando algo, mesmo tendo tudo,

remete o teu pensamento para os teus  desejos mais íntimos e busca a divindade que existe em ti.

 Pára de colocar a tua felicidade, cada dia, mais distante de ti.

 A razão da tua vida és tu mesmo.

 A tua paz interior é a tua meta de vida.

 Não coloques objetivos longe demais de tuas mãos, abraça os que estão ao  teu alcance, hoje.

 Se andas desesperado por problemas financeiros, amorosos  ou de relacionamentos familiares,

 busca no teu interior a resposta para te acalmares, tu és o reflexo do que pensas diariamente.

  Pára de pensar mal de ti mesmo e sê teu melhor amigo sempre.

 Sorrir significa aprovar, aceitar, felicitar.

Então, abre um sorriso para aprovar o mundo que te quer oferecer o melhor.

 Com um sorriso no rosto, as pessoas terão as melhores impressões de ti e tu estarás afirmando para ti mesmo,

que estás “pronto“ para seres feliz.

 Trabalha, trabalha muito a teu favor.

 Pára de esperar a felicidade sem esforços.

 Pára de exigir das pessoas, aquilo que nem tu conquistaste, ainda.

 Critica menos, trabalha mais.

 E não te esqueças, nunca, de agradecer.

 Agradece tudo que está na tua vida neste momento, inclusive a dor.

 A nossa compreensão do universo, ainda é muito pequena para julgar o que  quer que seja na nossa vida.”

Com 96 anos Fred compõe pra sua esposa que faleceu…. Emocionante.

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Realmente emocionante a história de Fred, um senhor de 96 anos, que num momento de grande intuição escreveu letra e música de uma canção espetacular.

É bom quando ouvimos histórias com um conteúdo tão amoroso, que reflete a parte grandiosa de um ser humano. Esta sensação faz crescer acentuadamente o nosso bem estar e a esperança num mundo cada vez melhor.

Vale a pena ver este vídeo de 9:24 minutos e se emocionar:   http://youtu.be/04WvMQmBZM8

VENCERÁS

liberdade

 

 

 

 

–Francisco C.  Xavier e Emmanuel – Livro: “Astronautas do além”
Não desanimes. Persiste mais um tanto.
Não cultives pessimismo. Centraliza-te no bem a fazer.
Esquece as sugestões do medo destrutivo. Segue adiante, mesmo varando a sombra dos próprios erros. Avança ainda que seja por entre lágrimas.
Trabalha constantemente. Edifica sempre.
Não consinta que o gelo do desencanto te entorpeça o coração.
Não te impressiones nas dificuldades.
Convence-te de que a vitória espiritual é construção para o dia-a-dia.
Não desistas da paciência. Não creias em realizações sem esforço.
Silêncio para a injúria. Olvido para o mal. Perdão às ofensas.
Recorda que os agressores são doentes.
Não permita que os irmãos desequilibrados te destruam o trabalho ou te apague a esperança.
Não menosprezes o dever que a consciência te impõe.
Se te enganaste em algum trecho do caminho, reajusta a própria visão e procura o rumo certo. Não contes vantagens nem fracassos. Não dramatizes provações ou problemas.
Conserva o hábito da oração para quem se te faz a luz na vida intima. Resguarda-te em Deus e persevera no trabalho que Deus te confiou.
Ama sempre, fazendo pelos outros o melhor que possas realizar.
Age auxiliando. Serve sem apego. E assim vencerás.

A Vitória da Vida – Bastos Tigre

 

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(Bastos Tigre)

(1882- 1957)

Pobre de ti se pensas ser vencido!
Tua derrota é caso decidido.
Queres vencer, mas como em ti não crês,
Tua descrença esmaga-te de vez.
Se imaginas perder, perdido estás.
Quem não confia em si, marcha pra trás;
A força que te impele para a frente
É a decisão firmada em tua mente.

Muita empresa esboroa-se em fracasso
Inda muito antes do primeiro passo;
Muito covarde tem capitulado
Antes de haver a luta começado;
Pensa em grande, e os teus feitos crescerão;
pensa em pequeno, e irás depressa ao chão;
O querer é o poder arquipotente.
É a decisão firmada em tua mente.

Fraco é aquele que fraco se imagina;
Olha ao alto o que ao alto se destina;
A confiança em si mesmo é a trajetória
Que leva aos altos cimos da Vitória.
Nem sempre o que mais corre a meta alcança,
Nem mais longe o mais forte o disco lança,
Mas o que, certo em si, vai firme e em frente,
Com a decisão firmada em sua mente.

 

O Homem e a Mulher – Victor Hugo

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Por: VICTOR HUGO

O homem é a mais elevada das criaturas;
A Mulher é o mais sublime dos ideais.

O Homem é o cérebro; a Mulher é o coração.
O cérebro fabrica a luz; o coração, o AMOR.
A luz fecunda, o Amor ressuscita.

O Homem é forte pela razão;
A Mulher é invencível pelas lágrimas.
A razão convence, as lágrimas comovem.

O Homem é capaz de todos os heroísmos;
A Mulher, de todos os martírios.
O heroísmo enobrece, o martírio sublima.

O Homem é um código;
A Mulher é um evangelho.
O código corrige; o evangelho aperfeiçoa.

O Homem é um templo; a mulher é o Sacrário.
Ante o templo nos descobrimos;
Ante o Sacrário nos ajoelhamos.

O Homem pensa; a Mulher sonha.
Pensar é ter, no crânio, uma larva;
Sonhar é ter, na fronte, uma auréola.

O Homem é um oceano, a Mulher é um lago.
O oceano tem a pérola que adorna;
O lago a poesia que deslumbra.

O Homem é a águia que voa;
A Mulher é o rouxinol que canta.
Voar é dominar o espaço;
Cantar é conquistar a alma.

Enfim, o Homem está colocado onde termina a terra;
A Mulher, onde começa o céu.

15 melhores poemas de Paulo Leminski

Deu na Revista Bula: http://www.revistabula.com
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Pedimos a 15 convidados — escritores, críticos, jornalistas — que escolhessem os poemas mais significativos de Paulo Leminski. Cada participante poderia indicar entre um e 15 poemas. Escritor, crítico literário e tradutor, Paulo Leminski foi um dos mais expressivos poetas de sua geração. Influenciado pelos dos irmãos Augusto e Haroldo de Campos deixou uma obra vasta que, passados 25 anos de sua morte, continua exercendo forte influência nas novas gerações de poetas brasileiros. Seu livro “Metamorfose” foi o ganhador do Prêmio Jabuti de Poesia, em 1995. Entre suas traduções estão obras de James Joyce, John Fante, Samuel Beckett e Yukio Mishima. Na música teve poemas gravados por Caetano Veloso, Gilberto Gil, Guilherme Arantes; e parcerias com Itamar Assumpção, José Miguel Wisnik e Wally Salomão.

Paulo Leminski morreu no dia 7 de junho de 1989, em consequência de uma cirrose hepática que o acompanhou por vários anos. Os poemas citados pelos participantes convidados fazem parte do livro “Melhores Poemas de Paulo Leminski”, organização de Fred Góes, editora Global. Abaixo, a lista baseada no número de citações obtidas.

Bem no fundo

No fundo, no fundo,
bem lá no fundo,
a gente gostaria
de ver nossos problemas
resolvidos por decreto

a partir desta data,
aquela mágoa sem remédio
é considerada nula
e sobre ela — silêncio perpétuo

extinto por lei todo o remorso,
maldito seja quem olhar pra trás,
lá pra trás não há nada,
e nada mais

mas problemas não se resolvem,
problemas têm família grande,
e aos domingos
saem todos a passear
o problema, sua senhora
e outros pequenos probleminhas.

Dor elegante

Um homem com uma dor
É muito mais elegante
Caminha assim de lado
Com se chegando atrasado
Chegasse mais adiante

Carrega o peso da dor
Como se portasse medalhas
Uma coroa, um milhão de dólares
Ou coisa que os valha

Ópios, édens, analgésicos
Não me toquem nesse dor
Ela é tudo o que me sobra
Sofrer vai ser a minha última obra

Invernáculo

Esta língua não é minha,
qualquer um percebe.
Quem sabe maldigo mentiras,
vai ver que só minto verdades.
Assim me falo, eu, mínima,
quem sabe, eu sinto, mal sabe.
Esta não é minha língua.
A língua que eu falo trava
uma canção longínqua,
a voz, além, nem palavra.
O dialeto que se usa
à margem esquerda da frase,
eis a fala que me lusa,
eu, meio, eu dentro, eu, quase.

O que quer dizer

O que quer dizer diz.
Não fica fazendo
o que, um dia, eu sempre fiz.
Não fica só querendo, querendo,
coisa que eu nunca quis.
O que quer dizer, diz.
Só se dizendo num outro
o que, um dia, se disse,
um dia, vai ser feliz.

M. de memória

Os livros sabem de cor
milhares de poemas.
Que memória!
Lembrar, assim, vale a pena.
Vale a pena o desperdício,
Ulisses voltou de Tróia,
assim como Dante disse,
o céu não vale uma história.
um dia, o diabo veio
seduzir um doutor Fausto.
Byron era verdadeiro.
Fernando, pessoa, era falso.
Mallarmé era tão pálido,
mais parecia uma página.
Rimbaud se mandou pra África,
Hemingway de miragens.
Os livros sabem de tudo.
Já sabem deste dilema.
Só não sabem que, no fundo,
ler não passa de uma lenda.

Parada cardíaca

Essa minha secura
essa falta de sentimento
não tem ninguém que segure,
vem de dentro.
Vem da zona escura
donde vem o que sinto.
Sinto muito,
sentir é muito lento.

Razão de ser

Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso,
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece,
E as estrelas lá no céu
Lembram letras no papel,
Quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?

Aviso aos náufragos

Esta página, por exemplo,
não nasceu para ser lida.
Nasceu para ser pálida,
um mero plágio da Ilíada,
alguma coisa que cala,
folha que volta pro galho,
muito depois de caída.

Nasceu para ser praia,
quem sabe Andrômeda, Antártida
Himalaia, sílaba sentida,
nasceu para ser última
a que não nasceu ainda.

Palavras trazidas de longe
pelas águas do Nilo,
um dia, esta pagina, papiro,
vai ter que ser traduzida,
para o símbolo, para o sânscrito,
para todos os dialetos da Índia,
vai ter que dizer bom-dia
ao que só se diz ao pé do ouvido,
vai ter que ser a brusca pedra
onde alguém deixou cair o vidro.
Não e assim que é a vida?

Amar você é
coisa de minutos…

Amar você é coisa de minutos
A morte é menos que teu beijo
Tão bom ser teu que sou
Eu a teus pés derramado
Pouco resta do que fui
De ti depende ser bom ou ruim
Serei o que achares conveniente
Serei para ti mais que um cão
Uma sombra que te aquece
Um deus que não esquece
Um servo que não diz não
Morto teu pai serei teu irmão
Direi os versos que quiseres
Esquecerei todas as mulheres
Serei tanto e tudo e todos
Vais ter nojo de eu ser isso
E estarei a teu serviço
Enquanto durar meu corpo
Enquanto me correr nas veias
O rio vermelho que se inflama
Ao ver teu rosto feito tocha
Serei teu rei teu pão tua coisa tua rocha
Sim, eu estarei aqui

Poesia:

“words set to music” (Dante
via Pound), “uma viagem ao
desconhecido” (Maiakóvski), “cernes
e medulas” (Ezra Pound), “a fala do
infalável” (Goethe), “linguagem
voltada para a sua própria
materialidade” (Jakobson),
“permanente hesitação entre som e
sentido” (Paul Valery), “fundação do
ser mediante a palavra” (Heidegger),
“a religião original da humanidade”
(Novalis), “as melhores palavras na
melhor ordem” (Coleridge), “emoção
relembrada na tranquilidade”
(Wordsworth), “ciência e paixão”
(Alfred de Vigny), “se faz com
palavras, não com ideias” (Mallarmé),
“música que se faz com ideias”
(Ricardo Reis/Fernando Pessoa), “um
fingimento deveras” (Fernando
Pessoa), “criticismo of life” (Mathew
Arnold), “palavra-coisa” (Sartre),
“linguagem em estado de pureza
selvagem” (Octavio Paz), “poetry is to
inspire” (Bob Dylan), “design de
linguagem” (Décio Pignatari), “lo
impossible hecho possible” (Garcia
Lorca), “aquilo que se perde na
tradução (Robert Frost), “a liberdade
da minha linguagem” (Paulo Leminski)…

Adminimistério

Quando o mistério chegar,
já vai me encontrar dormindo,
metade dando pro sábado,
outra metade, domingo.
Não haja som nem silêncio,
quando o mistério aumentar.
Silêncio é coisa sem senso,
não cesso de observar.
Mistério, algo que, penso,
mais tempo, menos lugar.
Quando o mistério voltar,
meu sono esteja tão solto,
nem haja susto no mundo
que possa me sustentar.

Meia-noite, livro aberto.
Mariposas e mosquitos
pousam no texto incerto.
Seria o branco da folha,
luz que parece objeto?
Quem sabe o cheiro do preto,
que cai ali como um resto?
Ou seria que os insetos
descobriram parentesco
com as letras do alfabeto?

Sintonia para pressa e presságio

Escrevia no espaço.
Hoje, grafo no tempo,
na pele, na palma, na pétala,
luz do momento.
Soo na dúvida que separa
o silêncio de quem grita
do escândalo que cala,
no tempo, distância, praça,
que a pausa, asa, leva
para ir do percalço ao espasmo.

Eis a voz, eis o deus, eis a fala,
eis que a luz se acendeu na casa
e não cabe mais na sala.

Não discuto

não discuto
com o destino
o que pintar
eu assino

A lua no cinema

A lua foi ao cinema,
passava um filme engraçado,
a história de uma estrela
que não tinha namorado.

Não tinha porque era apenas
uma estrela bem pequena,
dessas que, quando apagam,
ninguém vai dizer, que pena!

Era uma estrela sozinha,
ninguém olhava pra ela,
e toda a luz que ela tinha
cabia numa janela.

A lua ficou tão triste
com aquela história de amor
que até hoje a lua insiste:
— Amanheça, por favor!

Sem título

Eu tão isósceles
Você ângulo
Hipóteses
Sobre o meu tesão

Teses sínteses
Antíteses
Vê bem onde pises
Pode ser meu coração

Jesus eu confio em você.

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Esta imagem de Jesus foi inspirada a “SANTA IRMÃ MARIA FAUSTINA KOWALSKA” que viveu de (1905-1938).

Nascida na Polônia a irmã esboçou a um pintor, o que tinha visto na visão espiritual com grande fervor.

Vale a pena ler mais sobre sua vida e obra: http://www.sacralidade.com/espiritualidade/0154.faustina.html

Cora Coralina disse como envelhecer.

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Eu não tenho medo dos anos e não penso em velhice. E digo pra você: não pense. Nunca diga estou envelhecendo ou estou ficando velha.
Eu não digo. Eu não digo que estou ouvindo pouco. É claro que quando preciso de ajuda, eu digo que preciso.
Procuro sempre ler e estar atualizada com os fatos e isso me ajuda a vencer as dificuldades da vida.
O melhor roteiro é ler e praticar o que lê. O bom é produzir sempre e não dormir de dia. Também não diga pra você que está ficando esquecida, porque assim você fica mais.
Nunca digo que estou doente, digo sempre: estou ótima. Eu não digo nunca que estou cansada.
Nada de palavra negativa.
Quanto mais você diz estar ficando cansada e esquecida, mais esquecida fica. Você vai se convencendo daquilo e convence os outros. Então silêncio! Sei que tenho muitos anos.
Sei que venho do século passado, e que trago comigo todas as idades, mas não sei se sou velha não.
Você acha que eu sou? Tenho consciência de ser autêntica e procuro superar todos os dias minha própria personalidade, despedaçando dentro de mim tudo que é velho e morto, pois lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes.

O importante é semear, produzir milhões de sorrisos de solidariedade e amizade.
Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça.
Digo o que penso, com esperança. Penso no que faço com fé. Faço o que devo fazer, com amor.
Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende.” 

CORA CORALINA (poeta goiana que viveu até 95 anos)

Convite à Perseverança

flor entre pedras

“…Mas quem perseverar até o
fim, esse será salvo.”
(Mateus: 10-22).

Não asseveres: “é-me impossível fazer!”

Nem redargas: “Não consigo!”

Nunca informes: “sei que é totalmente inútil aceitar.”

Nem retruques: “é maior do que as minhas forças.”

Para aquele que crê, o impossível é tarefa que somente demora um pouco para ser realizada, já que o possível se pode realizar imediatamente.

Instado a ajudar não te permitas condições, especialmente se fruis o tesouro da possibilidade.

Fácil ser delicado sem esforço, ser amigo sem sacrifício, ser cristão sem auto-doação…

Perseverança nos objetivos elevados, com oferenda de amor, é materialização de fé superior.

Para que seja atuante, a fé deve nutrir-se do poder dos esforços caldeados para as finalidades que parecem inatingíveis.

Todos podem iniciar ministérios…

Tarefas começantes produzem entusiasmos exaltados.

Mede-se, porém, o verdadeiro cristão e, particularmente, o espírita pelo investimento que coloca na bolsa de valores imortalistas a render juros de paz…

Unge-se, portanto, de fé e deixa que resplandeça a tua fidelidade ao lado de quem padece.

Não fosse o sofrimento, ninguém suplicaria socorro.

Não fosse a angústia ninguém se encorajaria a romper os tecidos da alma para exibir exulcerações…

Ninguém se compraz carregando demorada canga, não obstante, confiando em alívio, lenitivo…

Nas cogitações que te cheguem ao plano da razão, interroga como gostarias que fizessem contigo se foras o outro, o sofredor, o necessitado que ora te roga ajuda.

Assim, envolve-te na lã do “Cordeiro de Deus” e persevera ajudando.

Não somente dando o que te sobra mas aquela doação maior que te parece difícil, a quase impossível…

A perseverança dar-te-á paz e plenitude. Insiste na sua execução.

Joanna de Ângelis

Valorização

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Somos seres especiais, fantásticos e maravilhosos.

Digo isto porque geralmente não falamos muito bem de nós mesmos.

Também, normalmente não temos o costume de falar bem de nossos atos e de nossas ideias. Sentimos mal quase sempre, reclamamos das dificuldades da vida e ficamos ansiosos para conseguir coisas e levar o dia a dia da forma mais louca que pudermos.

De uma forma geral quando não conseguimos nossos intentos, o que fazemos? Endoidamos e nos amarramos em um canto qualquer como se fossemos um saco de pancada, daqueles que ficam pendurados para levarem chutes e socos.

É nisto que nós precisamos mudar, no comportamento que precisamos abortar o nosso elo mental que provoca estes hábitos inadequados.

Gostar de nós mesmos é fundamental pra nossa autoestima. Seria muito complicado fazermos o melhor por nós mesmos quando internamente ficamos sempre nos colocando pra baixo, nos criticando e nos agredindo.

É tudo uma questão de compreensão.

Compreender é fundamental para mudança deste hábito pernicioso, de ficarmos sempre imaginando que nascemos para dar errado, e que Deus não tem tempo para atender as nossas reais necessidades.

Na verdade estamos envoltos em cobranças, cobranças e mais cobranças e ficamos muitas vezes encabulados com o que o meio nos propõe.

Somos altamente influenciáveis e adotamos o outro como meio de vida. Embasamos o nosso proceder no outro, vinculamos as nossas ações no que os outros pensam e acreditam.

Êta, que baita medo.

Mas nem sempre é medo, mas é uma questão de hábito, é igual a larva que leva choque ao mesmo tempo em que se acende uma luz, mas em um dado momento não é dado o choque e acendendo a luz e ela remexe como se tivesse levado o choque.

O hábito é tão prejudicial quanto benéfico, depende do nosso investimento sobre o que queremos para o nosso futuro.

Sendo assim, gostar de nós mesmos é uma boa atitude para um futuro melhor e não acreditar em todo drama é outra coisa que confronta e endossa a nossa autoestima se está realmente boa, pois não é fácil nos bancarmos sobre o que seja o melhor pra nós mesmos.

É este o momento de começarmos a acreditar em nossas atitudes e retirarmos a infantilidade de nossas ações e darmos o verdadeiro crédito, nos encarando dentro da seriedade merecida.

O que é importante pra nós deve ser levado a sério e jamais poderemos deixar de lado uma necessidade que nasce de nossa alma.

A partir do momento que pararmos de dar valor ao que nasce de nossa alma, nos tornaremos androides que agem conforme um programa criado por um desenvolvedor de sistemas.

O valor ao que pensamos precisa vir sempre em primeiro lugar.

Não estou querendo dizer que nos tornemos pessoas egoístas que só pensam em si mesmas, mas que saibamos levar a parceria de homem X cidadão.

Esta seriedade que destaco acima é a mais difícil de ser compreendida.

Às vezes lemos em livros, escutamos em palestras a respeito da seriedade de nos encararmos como seres valorosos, que possuem as suas necessidades.

Estudamos, lemos e interagimos, mas não conseguimos introjetar este valor, e pior, não conseguimos nos bancar, levar a sério o que realmente queremos ou precisamos fazer da nossa vida, colocando as nossas escolhas em ação.

É um absurdo impor atitudes e ações a pessoas, sem darmos educação e escolhas legítimas.

São atitudes levantadas por déspotas e insensíveis que cometeram horrores ao longo da história, mas no momento o que estamos destacando é a valorização de nós mesmos.

Como conclusão deste artigo destaco a importância de darmos valor a nós mesmos de nos levarmos a sério e escutarmos o que a nossa alma está dizendo, o que está nascendo do nosso querer interior, sem negligenciarmos, concomitantemente a importância e a determinação de esvaziar o medo.

Hairon H. de Freitas