DIÁRIO CABOFRIENSE: A QUESTÃO DO VOTO IMPRESSO

Por: Luciana G. Rugani do blog http://www.cantinhodasideias.com.br
No dia 29 passado, a presidente Dilma sancionou com vetos o que ficou chamado de “minirreforma política”. Trata-se do projeto de lei que deu origem à lei federal 13.165/2015, que trouxe alterações à legislação eleitoral, inclusive à lei 9504/1997, que regulamenta as eleições. Entre os vetos, temos a questão da permissão de doação de empresas para campanhas eleitorais e a obrigação do voto impresso.

Essa discussão sobre voto impresso é antiga. Há muitos anos que técnicos de informática e especialistas em urnas eletrônicas vêm alertando para a importância desse assunto, mas o sistema brasileiro pela terceira vez insiste em recusar a impressão do voto. No mundo inteiro, onde se usa máquina de votar (votação eletrônica) há o voto impresso. Em todos os países onde há votação eletrônica há impressão do voto, menos no Brasil. Em 2002 foi aprovada lei que obrigava o uso do voto impresso. Mas foi revogada em 2003, a pedido do TSE, que alegava possíveis problemas como atolamento de papel e consequente demora na votação. Em 2009 voltou a ser aprovada, mas foi declarada inconstitucional pelo TSE, que alegou o equivocado argumento de que o voto impresso violaria o sigilo do voto. E agora foi vetada pela presidente, a pedido do TSE, sob o argumento de que haveria um alto custo de 1,8 bilhão de reais. O curioso é que o mesmo TSE que solicitou à presidente que vetasse a questão é o mesmo que julgará o processo judicial de anulação da candidatura da presidente, aberto por um partido de oposição.

Na eleição com voto impresso, o eleitor não leva nenhum comprovante do voto. O voto é impresso em aparelho próprio que permite sua visualização pelo eleitor, que, então, confirma seu voto. Em seguida, o voto vai automaticamente para urna própria e lacrada, sem nenhum contato manual do eleitor. O voto impresso serve como um registro do voto, o que não acontece hoje. No nosso sistema, o voto vai direto para o arquivo de registro digital, sem o eleitor saber se o que lá está sendo gravado é realmente o seu voto. A justiça eleitoral não permite que o próprio eleitor veja o que foi gravado como sendo seu voto. Presume-se que todos que trabalham com o sistema eletrônico internamente sejam sujeitos honestos e incorrompíveis, perfeitos, o que sabemos ser impossível de se garantir. Com o voto impresso, os partidos teriam a possibilidade de fazerem uma auditoria contábil real no resultado eleitoral, e o TSE, como administrador eleitoral, mais uma vez posicionou-se contra a questão.

Quanto ao argumento de que haverá alto custo, não foi apresentado nenhum estudo que o comprove. Já especialistas em urnas eletrônicas apresentaram estudo que refuta o alto custo argumentado pelo TSE e comprova que o custo ficaria, na verdade, 15 vezes menos que a estimativa do TSE.

São muitos os relatos sobre fraudes envolvendo urnas eletrônicas. Somente o Brasil e a Índia persistiam usando urnas eletrônicas de 1ª geração (que não utilizam o voto impresso). A ÍndiaDIÁRIO CABOFRIENSE: A QUESTÃO DO VOTO IMPRESSO, em 2014, migrou para o voto impresso, sendo o Brasil, atualmente, o único país que possui voto eletrônico sem voto impresso. Os especialistas em urnas eletrônicas entendem que pode ser que a questão do voto impresso não seja vista com bons olhos pelo TSE por ser este órgão acumulador das funções de administrar, regulamentar, fiscalizar e julgar, e, de certa forma, aprovar o voto impresso soaria, para o tribunal, como um atestado de que há falhas na execução de suas funções. Esse acúmulo de funções em um só órgão acaba prejudicando a transparência do sistema eletrônico.

É lamentável que em nosso país não seja dada a importância merecida a essa questão tão relevante para uma democracia e que nossa população siga em seu silêncio e inércia sepulcrais. Já passa da hora de acordar e repudiar com veemência os pequenos golpes diários dos governantes e agentes políticos em geral contra nossa democracia.unnamed

Pensamento.

“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.”
Senado Federal. Rio de Janeiro, DF
Obras Completas de Rui Barbosa.

Incrível Rui Barbosa ter dito isto há mais de 100 anos e o mais incrível ainda é ver que a natureza humana pouco mudou, e em alguns aspectos a cara de pau até aumentou, pois hoje vemos a dança dos poderes que acontece às claras na política do Brasil e nas empresas, e ficamos aturdidos pelo impacto gerado em nossos princípios.
No mundo que vivemos, algumas pessoas entendem e até acreditam que subornar e corromper são partes integrantes do sistema e que estes existem para serem aplicados em nosso dia a dia. Acreditam ainda que a religião é um mero meio de pedir a Deus que facilite a vida cada vez mais, nos assaltos e nas corrupções diárias, nas truculências e nas atitudes déspotas.

Em Mateus 24 12 o apóstolo relata a fala de Jesus: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará.”

Jesus profetizou e Mateus no capítulo 24 escreveu a sua fala donde mostra a atitude do homem que esfria o seu coração por acreditar no erro e na mentira sobre o bem viver.
Viver é desenvolver uma historia que pode ser bonita e que pode ser imaginada e analisada perscrutando através do passado, da historia e dos livros que lemos.
Rui Barbosa a meu ver esteva desgostoso com tudo o que via no senado, até então instalado no Rio de Janeiro. Ele na sua decepção escreveu as palavras acima que ficaram impressas na história de nosso querido Brasil.
O Brasil não é o que vemos na atualidade, mas o Brasil é aquilo que poderá ser, se pusermos nossas mãos na habilidade de fazer o bem, propiciando o automatismo de repetir com boa vontade as melhores atitudes de um homem íntegro e honesto.
Jesus derrotou a atitude hipócrita e parecia ficar mesmo com raiva de ver tais procedimentos infantis e desprezíveis dominando o orbe daquele tempo.
Homens no templo que vendiam e desprezavam o que de mais sagrado pode haver em nosso coração humano, que é a presença de Deus.
Nós, brasileiros que somos, não podemos desacreditar da melhora em nossa política e em nosso sistema que legisla e aplica as leis, pois o Brasil é a nossa casa que está sendo construída e como está atualmente cheia de crianças e adolescentes que pintam e bordam, agindo de forma inadequada, o que podemos fazer é corrigi-los adotando os critérios legítimos, pois a impunidade só faz com que a repetição seja uma constante.
Avante Brasileiros que acreditam na verdade e não se fazem de egoístas e medrosos admitindo que podem modificar seus hábitos perniciosos, observando e adotando a prática de esquentar o coração com muito amor.

Hairon H. de Freitas.

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“Robô mochileiro” foi destruído após rodar pelos Estados Unidos de carona com humanos”

Créditos: http://www.osul.com.br

Incrivel, depois de percorrer todo Canadá e Europa pegando carona, em duas semanas o robô foi destruído nos EUA. Lamentável.

Um robô que percorreu milhares de quilômetros na Europa e no Canadá de carona com humanos foi destruído nos Estados Unidos. Batizado de HitchBOT, o androide foi criado como parte de um experimento social para testar a relação de confiança entre robôs e humanos. O incidente aconteceu no Estado americano da Filadélfia; acredita-se que ele tenha viajado mais de 10 mil quilômetros. Uma das responsáveis pelo projeto, Frauke Zeller, professora-assistente da Universidade Ryerson em Toronto, no Canadá, explicou o que aconteceu com o robô. “Nós queríamos ver o que as pessoas fariam com esse tipo de tecnologia. O robô não consegue se mover sozinho, então, dependia da ajuda das pessoas para ser levado de um lugar para o outro”, afirmou. O robô foi encontrado vandalizado no Estado americano da Filadélfia, nos Estados Unidos. (Foto: Reprodução) O robô foi encontrado vandalizado no Estado americano da Filadélfia, nos Estados Unidos. (Foto: Reprodução) “Ou seja, o que você quer fazer? Você quer ajudá-lo? Ficamos surpresos com as respostas positivas”, acrescentou. “Infelizmente, na manhã de sábado, ele foi vandalizado na Filadélfia. Nós acabamos de ver as últimas imagens e acho que não vamos conseguir consertá-lo. Temos que apenas sentar e ver do ponto de vista da pesquisa o que podemos aprender desse episódio antes de tomar novas decisões.” Ela diz ter ficado decepcionada com o que aconteceu. “Fomos pegos de surpresa. Temos visto uma reação sentimental muito forte nas redes sociais. Todos estão tristes com o que aconteceu. É impressionante. É inacreditável quantas mensagens foram enviadas no Twitter”. “Nós continuamos a nos perguntar se os robôs podem confiar nos humanos. Eu ainda acho que sim. Mas às vezes coisas ruins acontecem com bons robôs”. Feito de uma geladeira de cerveja e material de sucata, o HitchBOT percorreu milhares de quilômetros no Canadá, na Alemanha e na Holanda. A jornada dependia da boa vontade dos motoristas, que o apanhavam à beira de rodovias e o deixavam mais próximo do destino final. Ao longo da viagem, a máquina “trocava ideias” com as pessoas, e ─ através de seus equipamentos de GPS e 3G ─ traçava uma espécie de diário nas redes sociais. Durante as caronas, além de testar a interação com humanos, o robô também aproveitava para literalmente recarregar as baterias, ligado ao isqueiro do carro, por exemplo. O HitchBot também dispunha de painéis solares para obter a energia necessária para as suas atividades, como tirar dezenas de selfies e postá-las no Instagram. robo11robo21-500x403

A Confusão Mental dos Idosos (Utilidade Pública)

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A CONFUSÃO MENTAL DOS IDOSOS (UTILIDADE PÚBLICA )
( leia, é pequeno, importante e sério )

Principal causa da confusão mental no idoso

Arnaldo Lichtenstein, médico

Sempre que dou aula de clínica médica a estudantes do quarto ano de Medicina, lanço a pergunta:
– Quais as causas que mais fazem o vovô ou a vovó terem confusão mental?
Alguns arriscam: *”Tumor na cabeça”.
Eu digo: “Não”.
Outros apostam: “Mal de Alzheimer”
Respondo, novamente: “Não”.
A cada negativa a turma se espanta…. E fica ainda mais boquiaberta quando enumero os três responsáveis mais comuns:
– diabetes descontrolado;
– infecção urinária;
– a família passou um dia inteiro no shopping, enquanto os idosos ficaram em casa.
Parece brincadeira, mas não é. Constantemente vovô e vovó, sem sentir sede, deixam de tomar líquidos.
Quando falta gente em casa para lembrá-los, desidratam-se com rapidez.
A desidratação tende a ser grave e afeta todo o organismo. Pode causar confusão mental abrupta, queda de pressão arterial, aumento dos batimentos cardíacos (“batedeira”), angina (dor no peito), coma e até morte..
Insisto: não é brincadeira.
Na melhor idade, que começa aos 60 anos, temos pouco mais de 50% de água no corpo. Isso faz parte do processo natural de envelhecimento.
Portanto, os idosos têm menor reserva hídrica.
Mas há outro complicador: mesmo desidratados, eles não sentem vontade de tomar água, pois os seus mecanismos de equilíbrio interno não funcionam muito bem.

Conclusão:
Idosos desidratam-se facilmente não apenas porque possuem reserva hídrica menor, mas também porque percebem menos a falta de água em seu corpo. Mesmo que o idoso seja saudável, fica prejudicado o desempenho das reações químicas e funções de todo o seu organismo.

Por isso, aqui vão dois alertas:

1 – O primeiro é para vovós e vovôs: tornem voluntário o hábito de beber líquidos. Por líquido entenda-se água, sucos, chás, água-de-coco, leite, sopa, gelatina e frutas ricas em água, como melão, melancia, abacaxi, laranja e tangerina, também funcionam. O importante é, a cada duas horas, botar algum líquido para dentro. Lembrem-se disso!

2 – Meu segundo alerta é para os familiares: ofereçam constantemente líquidos aos idosos. Ao mesmo tempo, fiquem atentos. Ao perceberem que estão rejeitando líquidos e, de um dia para o outro, ficam confusos, irritadiços, fora do ar, atenção. É quase certo que sejam sintomas decorrentes de desidratação.

“Líquido neles e rápido para um serviço médico”.

(*) Arnaldo Lichtenstein (46), médico, é clínico-geral do Hospital das Clínicas e professor colaborador do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Gostou?

Então divulgue.

Resumo Bem Estar 3/7/15

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O programa Bem Estar de hoje foi ótimo, fiz este relato sobre o que entendi das explicações médicas.
O desvio da coluna pode ser construído pela má postura.
Um simples deslocamento para ver uma mensagem de texto no celular altera a distancia da cabeça de nosso corpo, semelhante a um guindaste com o seu braço que move distanciando do corpo que o contem, pode provocar uma série de problemas em nossa coluna.
A nossa cabeça pode apresentar vários pesos, dependendo do ângulo e da distancia, 12kg que é o peso de uma grande melancia, mas pode chegar a pesar 18kg que é o peso de um galão de água, 22kg que é o peso de dois pneus ou 27kg que é o peso de um menino grandinho.
Logicamente depende do ângulo de inclinação e da progressão da carga que pode chegar a 27kg. O pior angulo registrado foi de 60º. Esta foi a pior inclinação olhando um celular, nesta postura por mais de duas horas estaremos sacrificando a nossa coluna, pois os nossos músculos não estão preparados para este tipo de suporte.
Com isto podemos desenvolver a enxaqueca causada por compressão das vértebras na coluna, vindo a comprometer os discos e provocando futuramente uma frisura. Tudo por causa de uma má postura.
A ginástica é um hábito indispensável para o fortalecimento de nossos músculos, a disciplina na correção postural e na elevação do celular até o campo visual que não precise da inclinação de nosso pescoço.
Hairon H. de Freitas

DIÁRIO CABOFRIENSE: OS CICLOS DA VIDA

Por: Luciana G. Rugani
Minha coluna de hoje no jornal “Diário Cabofriense”. Abaixo da foto, segue o texto para mais fácil leitura:

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Há poucos dias entramos no inverno, estação que, no Brasil, devido às variações de nosso clima que a cada ano tornam-se mais frequentes, nem sempre corresponde ao tempo mais frio, pois não são poucas as vezes em que o frio mais forte se dá no outono.

O inverno na natureza significa o tempo de recolhimento. É quando alguns animais hibernam; é a época em que, segundo os conhecedores da agricultura, a seiva das plantas desce para a raiz, sendo por isso o tempo mais propício para a poda e é quando as noites (repouso) se tornam maiores que o dia (ação).

Em nosso corpo não é diferente. É quando diminui a circulação sanguínea nos membros, para priorizar o os órgãos principais, tendo o coração que fazer maior esforço para manter a circulação em todo o corpo. Daí a necessidade de mantermos aquecidos os braços e pernas para poupar nosso sistema cardíaco, e daí também o fato de ser maior o índice de problemas cardíacos no inverno.

É a natureza desacelerando, e impondo o ritmo de recolhimento em todos os seus reinos. Ainda que a racionalidade do ser humano o torne um ser adaptável às mais diversas condições, ele está subordinado à lei maior natural que, de forma cíclica, mantém o equilíbrio que propicia a vida na Terra. No inverno, a energia é armazenada, para que na primavera aconteça o desabrochar, e o ápice se dê no verão, com o recolhimento dos frutos. E assim o ciclo se repete ano a ano.

Na natureza tudo é cíclico, até mesmo no macrocosmo. Dizem alguns cientistas que o universo passa por ciclos de retração e expansão, sendo bilhões de anos de retração e bilhões de anos em expansão. A lei é a mesma, tanto no macro como no microcosmo.

E não poderia ser diferente em nossas vidas, afinal de contas fazemos parte deste mesmo sistema natural. Percebemos isso em nosso corpo físico, através das nossas faixas etárias, como também o percebemos em nosso viver. Quantas vezes nos vemos de vento em popa, nossos dias passam acelerados, nossas tarefas e realizações diárias vão acontecendo, e de repente nos chega uma situação de freio, um limite, que nos impele a uma pausa para tomarmos fôlego e posteriormente recomeçar? E se não aceitamos esse limite, se não aceitamos essa pausa para uma reflexão e um retomar de forças, aí é que a coisa fica feia mesmo e o problema se agrava. E isso se dá tanto em nossa vida enquanto indivíduos como também enquanto sociedade, e até mesmo enquanto nação.

A própria crise econômica de um país é fruto de todo um sistema onde, se olharmos mais a fundo, a mesma lei da natureza se aplica, exigindo do homem estudos e manobras de controle e administração para que a situação não se descontrole. Vejamos por exemplo: se temos mais desenvolvimento, mais dinheiro circulando, mais compras, maior endividamento, menos poupança = inflação. E com a inflação temos preços mais altos, poder de compra diminuído, queda de vendas, desemprego, recessão. Ou seja, do ponto mais alto ao mais baixo do gráfico = expansão-retração.

Por isso a compreensão se faz cada vez mais urgente. Compreendermos que há um tempo para cada fase, e não uma única fase para todo o tempo. Cada fase é passageira, não é eterna. Se vivemos atualmente um período de crise ou dificuldade, é porque é chegado o tempo do recolhimento e da reflexão, da utilização desse tempo no autoaprimoramento, na mudança e no melhoramento interior para que a melhor solução seja encontrada e a caminhada recomeçada.

É importante sabemos ler a pauta da vida e nos adequarmos ao seu compasso para fazermos dela uma melhor melodia. Se aceitarmos essa verdade com paciência e serenidade, sabendo que o recolhimento não significa acomodação (muito pelo contrário, pois é um tempo de intenso trabalho interno para obtenção de energia e de busca de soluções), lá na frente poderemos colher frutos mais saudáveis e viver um desenvolvimento verdadeiro, mais pé no chão, alicerçado em bases mais seguras e, portanto, definitivo. E isso vale tanto para o desenvolvimento individual quanto de uma sociedade.

Reflitamos!

Luciana G. Rugani

Bem Estar Emocional

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Proteja seu Emocional!
Todos têm a força interior, foi-nos dada por Deus, mas muitos de nós subestimamos nossa capacidade de não nos deixar abater emocionalmente. O que denota aparente fraqueza é exatamente a permissão da agressão em nós. Precisamos proteger o nosso emocional, mantendo a nossa tranquilidade interior, primeiro sabendo que, quando uma pessoa nos agride, ela está gritando para que sua dor seja aliviada, pois vive no medo e na angústia de não conseguir seus intentos, senão pela agressão, e, segundo, que ela não aprendeu ainda a se relacionar de forma madura, pois parou de crescer emocionalmente, estagnando-se na infância onde foi atingida em seus princípios que não foram devidamente protegidos. Na maioria das vezes estas pessoas não são más, elas estão equivocadas em suas ações, pois acreditam que agitando a água do riacho promoverão a saída da sujeira emocional que se encontra depositada no fundo da alma.
De certa forma ainda somos muito infantis e não aprendemos a perdoar com sabedoria e compreensão sobre tudo o que realmente acontece conosco.
Tornarmo-nos seres melhores faz parte do programa de nossa estada aqui neste planeta lindo. Sempre é tempo de procurarmos pela melhora significativa de nós mesmos, não vamos desistir de nossos intentos, mas vamos saber como buscá-los sem agressões e sem permitir que sejamos jogados pra baixo. A defesa de nosso emocional é importantíssima para o nosso bem estar físico, emocional e espiritual, somente assim vamos limpando o nosso interior.
Muita paz!

Hairon H. de Freitas.

Fernando Pessoa – Pedras no Caminho.

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Nascimento: 13 de Junho de 1888 – Lisboa – Reino de Portugal
Morte: 30 de Novembro de 1935 (47 anos) – Lisboa – Portugal

Pedras no Caminho:

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios,incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma .
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos..
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um ‘não’.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo…

(Fernando Pessoa)

Você já se escutou hoje?

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Você já se escutou hoje?
Que pergunta, hein?
Pois é, a nossa capacidade de escutar os outros passa primeiro pela acuidade de escutarmos bem a nós mesmos.
Normalmente, se pararmos um pouco, se tirarmos um tempo para nós mesmos, ouviremos: reivindicações, desagrados, dores e acima de tudo raiva, muita raiva.
Só que no dia a dia não nos ouvimos e passamos a vida carregando um sentimento impróprio, segundo a natureza de que Deus nos criou.
Nossa natureza é própria para a felicidade e para isso precisamos pensar os nossos sentimentos que podem estar carregados de uma emoção doente, impropria e insana.
Às vezes, quando nos escutamos, a emoção fala em: raiva, angústia, medo, depressão. Esses sentimentos acabam nos sintonizando com pessoas que alimentam este mesmo sentir, que por sinal é super inadequado.
Daí saímos pra rua, encontramos pessoas com este modelo e queremos discutir, ficamos ansiosos, tensos e queremos brigar, tudo isso por causa da sintonia.
É como se diz: você arruma a cama em que vai se deitar. Para evitar este tipo de situação, precisamos entrar em um acordo conosco mesmo, passarmos a perdoar e não guardarmos ressentimento, o que é extremamente nocivo ao nosso bem estar.
Muitas vezes ficamos esperando que alguém faça algo pra gente sem que a mesma tenha essa obrigação. Passamos a cobrar e ficamos magoados se a pessoa não faz. É uma das coisas que mais acontecem em nossa sociedade. Somos extremamente críticos e donos da verdade. Outras vezes assumimos a condição de inquisidor-mor, que gradua a crueldade dos castigos que passarão a vigorar a partir do momento em que a pessoa não atendeu às nossas insanas expectativas.
Quanta criancice de emoção, quanta infantilidade que carregamos, como, por exemplo, o sentimento medíocre de vítima. Passamos pela vida culpando Deus e o mundo pela nossa penúria.
Já passou da hora de assumirmos a nossa condição de maior idade e entendermos que a vida não foi feita para ficarmos reclamando ou nos passando por vítimas. A vida é boa pra se viver quando não pensamos em prejudicar outras pessoas, nem por pensamento; quando não ficamos criticando ou cobrando das pessoas o tempo todo, parecendo que somos seres perfeitos; quando entendemos a fragilidade pela qual todos passamos, pois somos humanos e vivemos num sistema de interação; quando enxergamos que o próximo também está à procura do melhor e merece respeito; quando não nos vitimamos; quando não ignoramos pessoas, sendo que as mesmas são a base para uma vida melhor e mais feliz; quando perdoamos os deslizes que a nossos olhos aconteceram.
A autoeducação é uma base que precisa ser consolidada e tornar-se cada vez mais forte. Precisamos nos escutar e captarmos nossas fraquezas, estudá-las e analisá-las por completo, perscrutando a nossa razão moral, que considero a lei básica e divina que possui a condição de nos educar.
Hairon Herbert de Freitas