Algo sobre o momento de recolhimento que acontece em toda Terra.

O momento é de voltarmos para o coração.
O pior sentimento é o de que estamos traindo Jesus, o amado Mestre.
Precisamos buscar forças em nós, para entendermos a necessidade do momento, de participarmos da construção e da solidificação do amor em nós mesmos.
Não adianta imaginarmos uma Nova Terra, onde a tolerância, o amor, a paz e a saúde estejam reinando, se não solidificarmos estes sentimentos aqui e agora.
O momento é de difícil compreensão para todos nós que estamos sofrendo pela necessidade do recolhimento forçado, ocasião em que muitos estamos angustiados por uma diversidade de situações impostas pelo meio material e espiritual.
O amor precisa sobrepor-se nesse momento tão sensível. Precisamos ultrapassar as nossas limitações e buscar, dentro do nosso cadinho forjado pelo tempo, e que, por isso tornou-se imensamente resistente, aquela força que está escondida, envolta pelo medo e pela desesperança do instinto básico de sobrevivência, o sentimento de fraternidade que reconhece em todos os seres o irmão necessitado de atenção, de carinho e de amparo, seja ele emocional, espiritual ou material.
Nesse momento, estamos todos numa prova de fogo na qual precisamos continuar caminhando, apesar do medo, para acendermos a luz em nosso coração. Luz para brilhar um pouquinho mais em nossos pensamentos, emoções e atitudes.
Não podemos jamais nos esquecer do pedido de Jesus para todos que queiram colaborar com a obra do Pai, em Mateus 28:20, quando disse: “ensinai-lhes a observar tudo o que vos tenho ordenado. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos”. Sendo assim, com o pouco de evangelho que já depositamos em nosso coração, com a esperança e a consciência de que não estamos desamparados, podemos agir de alguma forma no meio em que estamos. Temos consciência do muito que precisa ser feito, mas, dentro de nossas limitações, podemos fazer o pouco que nos cabe, como nos disse Madre Teresa de Calcutá: “O que eu faço é uma gota no meio de um oceano, mas sem ela o oceano será menor”.
Que Jesus, o amado Mestre, nos abençoe, sempre!
Hairon H. de Freitas

A hora é agora!

Neste minuto eu posso melhorar o meu ser, o meu aspecto de vida…

O que está acontecendo conosco, por que tanto ouvimos, assistimos e praticamos a violência em nosso mundo?

Se analisarmos a vida em nossa sociedade dos anos 70 até nossos dias, veremos que a intolerância, dentro do quadro da violência, tem crescido assustadoramente.  Nós estamos perdendo a referência moral pela banalização de tudo que mantínhamos dentro de certos preceitos, como: sexo, relacionamento, lazer, respeito, enfim são tantas coisas das quais abusamos  que passamos a infligir em nossos corpos um hábito de reflexo imediato de raiva, até mesmo ira, pelas coisas que acontecem à nossa volta.

Tenho observado nos relacionamentos, no trânsito, no trabalho, nas escolas, um acentuado grau de intolerância, pois as pessoas não estão mais dispostas a se manterem no caminho do meio.  Somos todos levados pelo acentuado grau de ceticismo, de egoísmo e de revolta e com isso nos capacitamos a julgar, condenar e aprisionar em nosso ego a arbitrariedade da pena.

Nos anos 70, vivíamos o reflexo dos anos anteriores, quando nos debruçamos sobre os grandes filósofos e na rigidez da igreja, a qual conteve adormecida esta intemperança desastrosa que presenciamos nos dias atuais. Saímos de um ponto mórbido, de uma contenção absoluta imposta pelo medo, para o outro extremo onde a revolta e a raiva incontida subtraem o melhor de nossas vidas. Sairmos de um ponto para outro extremo é como sairmos da brasa para cairmos no fogo. O melhor caminho é o do meio e para isso precisamos nos domar, assim como fazem com os equinos que necessitam de freios e arreios, para que a autoeducação não fique comprometida.

Vigiai e Orai para não cairdes em tentação – Jesus.
Muita Paz!
Hairon H. de Freitas.